Maya Massafera afirmou que gostaria de conversar pessoalmente com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, nesta segunda-feira (13), enquanto conversava com a influenciadora Malévola Alves.
Segundo Maya, o objetivo do encontro seria tentar conscientizar o parlamentar sobre as dificuldades enfrentadas pela população trans no Brasil. "Eu não quero conversar com o Nikolas e dizer 'eu te amo'. Eu quero falar: 'Nikolas, a nossa comunidade sofre'", declarou a influenciadora durante a live.
A fala, no entanto, não foi compartilhada por Malévola Alves, que reagiu de forma bem diferente. "Eu pegaria ele na porrada se o visse na rua", respondeu.
Mesmo diante da discordância, Maya insistiu que acredita no diálogo como caminho.
"Eu preciso falar [com Nikolas Ferreira], porque se nenhuma de nós falar, talvez ele nunca entenda. Gostando ou não, ele vai continuar sendo eleito. E nós precisamos mudar a cabeça de alguns. Vamos ter que conversar com essas pessoas", argumentou.
Malévola voltou a rebater a influenciadora e afirmou que não acredita que uma conversa mudaria a postura do deputado. "Não adianta conversar. As pessoas esperam o momento de vulnerabilidade para soltar o que elas pensam", lamentou.
Enquanto Maya Massafera bate na tecla de que quer falar com Nikolas Ferreira, Malévola rebate: "Eu pegaria na porrada se visse na rua". pic.twitter.com/43f7k9U4sq
— POPTime (@poptime) July 13, 2026
Nikolas Ferreira já protagonizou diversas polêmicas envolvendo pautas relacionadas à população trans. Desde o início de sua trajetória política, o deputado manifestou posicionamentos contrários a direitos ligados à identidade de gênero, como o uso de banheiros de acordo com a identidade da pessoa.
Em março de 2023, durante uma sessão do Dia Internacional da Mulher na Câmara dos Deputados, Nikolas discursou utilizando uma peruca loira e afirmou que "se sentia mulher", se apresentando como "Deputada Nikole", episódio que gerou ampla repercussão.
Mais recentemente, após Erika Hilton assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, o parlamentar voltou a causar controvérsia ao defender que deputadas tentassem impedir sua permanência no cargo.