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Novo Big Data mostra disputa entre Flávio e Lula após desgastes em campanhas
O cronograma prevê a coleta de dados entre 18 e 20 de julho, com a publicação dos resultados agendada para a terça-feira (21)
16/07/2026 12h23
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: VEJA
Reprodução: Arte/Metrópoles

A sucessão presidencial de 2026 ganhará um novo e relevante indicador nos próximos dias. Na última quarta-feira (15) a Real Time Big Data oficializou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a execução de um inédito mapeamento de intenção de voto para o comando do país. O cronograma prevê a coleta de dados entre 18 e 20 de julho, com a publicação dos resultados agendada para a terça-feira (21).

Sob o protocolo BR-09247/2026, o estudo consultará 2.000 cidadãos brasileiros, bancado integralmente pelos cofres do próprio instituto, com um aporte orçamentário de R$ 30 mil voltado especificamente para o pleito de 2026.

Como será feita a pesquisa?

Conforme o detalhamento enviado à Justiça Eleitoral, a Real Time Big Data adotará um método quantitativo que mescla contatos telefônicos e interações virtuais. A aplicação do questionário estruturado será conduzida por um sistema híbrido, integrando operadores humanos e ferramentas de inteligência artificial. A estratégia de amostragem contempla uma escolha probabilística de cidades e, na fase de conclusão, os respondentes serão filtrados mediante cotas equilibradas de gênero, idade, grau de instrução e nível socioeconômico, garantindo a representatividade do eleitorado nacional.

Qual é a margem de erro?

Os dados oficiais apontam que a sondagem trabalhará com um grau de confiabilidade de 95%, possuindo uma margem de erro estimada em dois pontos percentuais, para mais ou para menos, na totalidade dos entrevistados. O instituto ressalta ainda que ajustes estatísticos serão aplicados caso ocorram distorções acima de três pontos percentuais entre o desenho da amostra original e os resultados coletados quanto a sexo e faixa etária.

Como será feita a fiscalização?

A empresa assegurou ao TSE que toda a operação de campo contará com monitoramento constante de supervisores. Complementarmente, 15% das entrevistas passarão por auditorias aleatórias. Identificada qualquer irregularidade, a resposta poderá ser invalidada e o responsável pela coleta terá de fornecer explicações. O protocolo indica que uma comissão técnica realizará uma checagem rigorosa das informações antes de torná-las públicas.

O que a pesquisa pode mostrar?

Este levantamento funcionará como um termômetro essencial após um período de turbulências e eventos cruciais no cenário político, incluindo movimentações da pré-campanha, o impacto de recentes índices de popularidade, as repercussões da crise envolvendo Michelle e Flávio Bolsonaro, bem como o debate sobre o "tarifaço dos Estados Unidos" e apurações que afetam diversas legendas.

O objetivo é aferir se tais acontecimentos causaram oscilações nas preferências dos eleitores ou se prevalece o panorama consolidado, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva detém a dianteira, enquanto o senador Flávio Bolsonaro se firma como o expoente da oposição.

Qual é o histórico recente das pesquisas?

Os estudos de opinião revelados recentemente por variadas consultorias têm exibido resultados consistentes. De modo geral, Lula mantém a ponta nas simulações de primeiro e segundo turnos, enquanto Flávio Bolsonaro se distancia dos demais postulantes ao posto de principal desafiante. Mesmo com oscilações pontuais entre os institutos, nenhum concorrente logrou sucesso em romper a polarização central. A iniciativa da Real Time Big Data será determinante para identificar se este cenário demonstra solidez ou se ocorreram alterações significativas na opinião pública durante a primeira metade de julho.