Segundo matéria do Metrópoles, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (16) a retirada imediata de um vídeo publicado pelo influenciador Thiago dos Reis, do canal "Plantão Brasil", contra o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). A decisão atende a um pedido apresentado pelo Partido Liberal.
Segundo o ministro, o conteúdo configura propaganda eleitoral antecipada negativa ao associar Flávio Bolsonaro ao PCC sem que haja comprovação das acusações. O magistrado determinou que o vídeo e a publicação correspondente no site do canal sejam removidos no prazo de 24 horas, sob pena de aplicação de multa.
O vídeo, publicado em 26 de junho com o título "PF pega ligação de Bolsonaros com PCC e Bolsonaro se desespera e joga Flávio na fogueira! Traições!", afirmava que integrantes da família Bolsonaro teriam ligação com a facção criminosa. Na gravação, Thiago dos Reis cita investigações da Polícia Civil de São Paulo envolvendo a produtora Go Up, responsável pelo filme "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao analisar o caso, Kassio Nunes Marques afirmou que as investigações sobre a produtora não permitem estabelecer qualquer vínculo entre Flávio Bolsonaro e o PCC. A defesa do senador sustentou que o vídeo divulga informações falsas e destacou que não existe indiciamento, denúncia ou conclusão de investigação que relacione o parlamentar a crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, peculato ou associação criminosa.
Na decisão, o presidente do TSE afirmou que o conteúdo ultrapassa os limites da crítica política e da liberdade de expressão ao atribuir crimes sem respaldo em elementos comprovados. Segundo o ministro, o vídeo "não representa mera interpretação política ou manifestação irônica sobre fatos públicos", mas busca transmitir ao eleitor a ideia de que o senador teria cometido crimes patrimoniais sem qualquer comprovação.
O magistrado também entendeu que a publicação divulga fatos "notoriamente inverídicos ou descontextualizados, com potencial de comprometer a integridade do processo eleitoral". Para Kassio Nunes Marques, o material não se limita a questionar a atuação pública de Flávio Bolsonaro ou cobrar esclarecimentos, tendo como finalidade disseminar desinformação.