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Para coordenador de Lula, PL questiona pesquisas por falta de votos
O advogado assegurou que o QG petista mantém a serenidade diante das investidas movidas pela agremiação adversária. Para Carvalho, o incômodo do PL é fruto da erosão no apoio popular
17/07/2026 11h22
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
Reprodução: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação

Marco Aurélio de Carvalho, aliado próximo e um dos articuladores da candidatura de Lula no estado de São Paulo, interpreta como sinal de angústia as tentativas da legenda de Flávio Bolsonaro em contestar sondagens de preferência do eleitorado perante a Justiça Eleitoral. Em conversa com a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, o advogado assegurou que o QG petista mantém a serenidade diante das investidas movidas pela agremiação adversária. Para Carvalho, o incômodo do PL é fruto da erosão no apoio popular.

“O que falta aos bolsonaristas é voto. Eles estão perdendo o que tinham. Isso justifica o desespero, mas não há nenhuma preocupação adicional com esses questionamentos”, pontuou ao Metrópoles.

Ele complementou sua análise classificando o comportamento como uma tática de negação das circunstâncias atuais: “Isso só revela uma postura recorrente de espernear, de tentar brigar com a realidade, o que não é exatamente uma surpresa para um grupo que nega o óbvio, adota posições anticiência, antivacina e antimedicina, entre outras”.

A relevância do cenário político é corroborada pelos números: o levantamento Genial/Quaest, publicado na última quarta-feira (15), revelou um desgaste de Flávio Bolsonaro junto ao eleitorado de direita que não se autodeclara bolsonarista. O índice de suporte desse grupo, que era de 74% em maio, sofreu uma retração para 54% em julho.

Os questionamentos aos institutos

A investida jurídica do grupo de Flávio junto ao TSE mirou a sondagem Atlas/Bloomberg publicada no início de julho. A justificativa do partido sustenta que a organização não teria entregue informações detalhadas do estudo dentro do cronograma exigido por lei.

O levantamento alvo da reclamação coloca o ex-presidente Lula na liderança de um possível embate no segundo turno, com 48,8% da preferência, ante 42,3% do herdeiro de Bolsonaro. Vale notar que esta representa a segunda ofensiva do PL contra a Atlas. No mês de junho, o ministro Nunes Marques, na presidência do TSE, atendeu ao pleito da legenda e barrou a divulgação de um estudo, sob a justificativa de que o formato do questionário induziria o entrevistado a uma escolha específica.