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Flávio compara preços atuais com o período da gestão Bolsonaro: “O poder de compra do brasileiro acabou”
Percorrendo os corredores de um hipermercado, o político pontuou que o total da nota “ficou salgada” e decretou que o “poder de compra do brasileiro acabou”
20/07/2026 09h44
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Redes Sociais

Utilizando suas redes sociais no último domingo (19), o senador e postulante à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou uma gravação em que compara os custos de diversos alimentos e itens de higiene atuais, sob a administração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com os registros do período em que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), comandava o Executivo nacional.

Percorrendo os corredores de um hipermercado, o político pontuou que o total da nota “ficou salgada” e decretou que o “poder de compra do brasileiro acabou”. “É um absurdo como as coisas dispararam”, exclamou durante a checagem dos preços, simulando uma compra e contrastando os valores atuais com os de 2019. O pacote de arroz de cinco quilos, por exemplo, que atualmente sai por R$ 27,95, foi apontado por ele como custando R$ 16,95 há sete anos.

Os valores apresentados por Flávio

Enquanto o parlamentar exibia os preços afixados nas etiquetas correntes, o vídeo exibia estimativas correspondentes ao ano inaugural da gestão de Bolsonaro (2019), muito embora o conteúdo não especifique o período exato da coleta ou a metodologia da pesquisa de base para aqueles números. Abaixo estão os montantes destacados:

O célebre corte bovino de picanha, famoso por ter sido alvo de promessas de campanha feitas por Lula em 2022, quando assegurou que o povo voltaria a ter acesso ao produto, ganhou destaque na produção digital. Enquanto o quilo atual alcança R$ 88,90, o preço assinalado para 2019 era de R$ 49,98.

Encerrando a simulação de abastecimento doméstico com mantimentos básicos que, segundo ele, compõem a rotina de um lar e “certamente não vão durar muito para uma família de 3 ou 4 pessoas”, o extrato totalizou R$ 908, sendo R$ 217 referentes a impostos.

Contudo, a postagem deixa de mencionar as fortes pressões inflacionárias desencadeadas pela pandemia de COVID-19 na segunda metade da gestão Bolsonaro, crise sanitária global que desestruturou cadeias logísticas e mercados internacionais. No ano de 2021, o índice oficial de inflação disparou para 10,06%, registrando o patamar mais elevado desde 2015, sob o governo de Dilma Rousseff, fator econômico que desgastou fortemente a popularidade presidencial à época.

 

 
 
 
 
 
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