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Michelle Bolsonaro rebate sugestão de Romeu Zema para ser sua vice: “Não há possibilidade”
or meio de uma postagem em plataformas digitais, a correligionária do PL recordou que mantém seu vínculo partidário ativo e destacou que as regras eleitorais vedam que uma mesma sigla lance múltiplos concorrentes em coligações diversas
20/07/2026 14h08 Atualizada há 1 mês
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: PL Mulher

O ex-governador mineiro e postulante ao Palácio do Planalto, Romeu Zema (Novo-MG), compartilhou, no sábado (18), que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) desponta como uma alternativa viável para postular o cargo de vice-presidente em sua chapa no pleito de 2026. O dirigente partidário pontuou que prioriza um perfil com ficha imaculada para compor a cabeça de chapa na disputa agendada para outubro. Zema concorre pelo partido Novo sustentando uma plataforma de viés liberal, pautada em desestatizações, rigor fiscal e enxugamento do aparelho estatal.

“É uma possibilidade, sim, como outras também são. Nome ficha limpa é sempre um nome muito bom”, pontuou o político durante encontro partidário realizado em solo paulista. O mineiro indicou que o martelo sobre a composição definitiva será batido até o dia 5 de agosto de 2026, marco regulatório que encerra o período de convenções. Na ocasião, ele também ressaltou a importância de preservar a harmonia com a retórica de oposição que tem encabeçad, o que inclui contundentes restrições ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devido a laços com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do extinto Banco Master.

“O que nós já definimos é que nós queremos um vice ou uma vice ficha limpa. Isso é fundamental para nós continuarmos como temos feito, criticando tanta coisa que está errada aí sem ter o rabo preso”, frisou.

Pouco após a repercussão da declaração na mídia, Michelle Bolsonaro veio a público refutar e afastar qualquer hipótese de compor a chapa presidencial da legenda laranja. Por meio de uma postagem em plataformas digitais, a correligionária do PL recordou que mantém seu vínculo partidário ativo e destacou que as regras eleitorais vedam que uma mesma sigla lance múltiplos concorrentes em coligações diversas para a mesma função majoritária.

“Essa proposta não pode sequer ser cogitada. Estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para o mesmo cargo majoritário. Portanto, não há nenhuma possibilidade de isso acontecer”, registrou a figura pública.

A esposa de Jair Bolsonaro acrescentou ainda que permanece indecisa quanto a uma eventual candidatura ao Senado Federal representando o Distrito Federal, enfatizando que, no presente cenário, seu foco principal recae sobre o suporte e cuidados dedicados ao ex-presidente.