A aliança partidária União Progressista, formada por PP e União Brasil, inaugurou nessa última segunda-feira (20) a pré-campanha do parlamentar federal Guilherme Derrite (PP) à vaga de senador por São Paulo. O lançamento ocorreu durante um ato solene na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que reuniu figuras de peso como o chefe do Executivo estadual, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Flávio Bolsonaro (PL), cotado para a corrida presidencial. As informações são do jornal O Globo.
O segundo nome da chapa ao Senado, o deputado estadual André do Prado (PL), terá sua postulação oficializada no próximo sábado (25), em um ato programado para o Estádio do Pacaembu. Durante o encontro na Alesp, o bloco declarou respaldo regional à pré-candidatura presidencial de Flávio, muito embora a diretriz em nível nacional aponte para a liberação das bases estaduais.
"Com todo o respeito à (federação) nacional, aqui em São Paulo não tem neutralidade nenhuma: em São Paulo, a federação União Progressistas é Flávio Bolsonaro. Eu, certamente, já vou deixar muito explícito isso. São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, não vai ter neutralidade, vai declarar apoio desde o primeiro turno para o senador Flávio Bolsonaro como presidente da República, e também, obviamente, para o governador Tarcísio de Freitas", pontuou Derrite.
O candidato ao Senado também adiantou que planeja percorrer o território paulista lado a lado com André do Prado para consolidar o polo conservador.
"Faremos agendas em várias regiões do estado, onde a gente vai conseguir fortalecer candidaturas e lideranças regionalizadas, seja nos pré-candidatos a deputados estaduais ou federais. E também na capital, obviamente, contando com o apoio do prefeito Ricardo Nunes, que também já declarou apoio às nossas pré-candidaturas", frisou.
Um potencial entrave para a coalizão conservadora reside na postulação do deputado federal Ricardo Salles (Novo). Embora adote uma postura crítica em relação a André do Prado e poupe Derrite para atrair o eleitorado ideológico da capital, o movimento de Salles acende o alerta de um racha na direita, abrindo espaço para o avanço das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que lideram as intenções de voto na primeira parcial do Datafolha para o Senado paulista.
"Ele (Salles) tem o direito de concorrer, e eu não o vejo como um adversário político. Nunca foi e não vai ser agora. Mas eu faço parte de uma chapa que tem como líder aqui no estado o governador Tarcísio de Freitas e na esfera federal o senador Flávio Bolsonaro. Qualquer adversário político pode atrapalhar, mas é direito dele concorrer", argumentou Derrite.
Da tribuna da Alesp, Flávio Bolsonaro manifestou o desejo de obter o respaldo formal da cúpula nacional da federação, apesar de tal cenário ser considerado distante nos bastidores partidários.
"Eu espero que nós possamos caminhar juntos, com a (executiva) nacional, a federação junto conosco, porque nós temos a consciência de que o Brasil não aguenta mais quatro anos de PT. O Brasil não aguenta mais ver sentado na cadeira de presidente da República alguém que esfola o povo trabalhador", declarou o senador.
Na mesma linha, Tarcísio de Freitas subiu ao palanque para exaltar os postulantes ao Senado e direcionar críticas contundentes ao ministro Fernando Haddad (PT).
"Nós temos muito o que mostrar. Diferentemente do outro lado, que não tem nada para mostrar. O Ricardo (Nunes) falou dele (Haddad) como o pior prefeito da história de São Paulo. Do pior ministro da Fazenda, ou do melhor ministro da fazenda da história do Paraguai. São Paulo é uma potência. Uma porção de território do tamanho do Reino Unido, que tem a população da Espanha e tem o PIB da Argentina (...) A esquerda nunca governou São Paulo e nunca vai governar", disparou o governador, que deixou o local acompanhado de Flávio sem conceder entrevistas à imprensa.