O pré-candidato a deputado federal por São Paulo, Delegado Palumbo, voltou a repercutir nas redes sociais ao compartilhar um discurso em defesa do endurecimento das leis penais e fazer críticas a políticos que, segundo ele, adotam um discurso firme contra a criminalidade, mas não apoiam propostas concretas quando chega o momento da votação.
Durante a fala, Palumbo afirmou que uma de suas principais bandeiras continua sendo o combate à progressão de regime para condenados. "Eu tenho lutado para acabar com a progressão de regime, para tornar a vida de bandido mais difícil. Aqui nós somos responsáveis. Mas, infelizmente, a gente vê um monte de lorota, um monte de bravateiro subindo na tribuna, falando que protege as mulheres. Mas, quando tem que assinar uma PEC para acabar com a progressão de regime, não assinam", declarou.
O parlamentar também direcionou críticas a vereadores e deputados estaduais, afirmando que muitos adotam um discurso duro em entrevistas e podcasts, mas não enfrentam decisões políticas importantes. "Tem vereador bravateiro que não ajuda a Guarda. Vai em podcast e fica esbravejando, mas na hora de votar contra o prefeito, vota a favor. Não tem peito para peitar o prefeito e nem para ajudar a Guarda. Para ficar gritando em podcast, são leões", afirmou.
Na sequência, Palumbo disse que a situação se repete na Assembleia Legislativa. "Não importa se o governo é de direita ou de esquerda. Falam, falam, falam, mas basta o governador falar qualquer coisa que eles recuam e não ajudam os policiais militares, civis, penais e científicos, que sofrem, inclusive, no estado de São Paulo", criticou.
Ao defender suas propostas, o deputado afirmou que a pauta da segurança pública não deve ser tratada como uma disputa ideológica. "Não é um projeto da direita ou da esquerda. É um projeto de apoio ao povo. Afinal de contas, a dona Maria, o seu José estão nos semáforos sendo roubados. Estão arrancando alianças das vítimas. Estão cuspindo nas mãos das pessoas para cometer crimes", disse.
Encerrando o pronunciamento, Palumbo também criticou declarações do governo federal sobre o combate ao crime organizado e reforçou que seguirá defendendo mudanças na legislação. "Se estivesse combatendo o crime organizado, já teríamos aprovado o fim da audiência de custódia, da progressão de regime, dos benefícios e do auxílio-reclusão. Eu vou continuar lutando, mesmo sozinho, com passos curtos e firmes, sem apoio de quase nenhum político, mas sem me vender."