O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) voltou a se manifestar após a Polícia Federal recomendar sua demissão do cargo de escrivão por abandono de função. Em entrevista ao Metrópoles, nesta terça-feira (21), ele afirmou acreditar que a decisão final do Ministério da Justiça será influenciada por fatores políticos.
A recomendação foi feita após a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), mas a palavra final cabe ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Ao comentar o caso, Eduardo disse não acreditar que haverá um desfecho favorável.
"Eu estou prestes a perder o cargo. Depende de um chamego do ministro da Justiça do Lula, e eu não acho que ele vai aliviar para mim, porque, se ele não me demitir, quem vai ser demitido é ele. Não faz muito o feitio do Lula dar colher de chá para opositores. É uma decisão política. Espero que, cedo ou tarde, a gente viva uma anistia no Brasil", declarou.
Durante a entrevista, Eduardo também voltou a falar sobre sua permanência nos Estados Unidos. Após confirmar que recebeu o green card, documento que garante residência permanente no país, ele afirmou que a autorização oferece mais segurança para continuar vivendo em território norte-americano. "A residência me dá segurança jurídica e tranquilidade para trabalhar aqui", afirmou.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também reiterou que não pretende retornar ao Brasil neste momento. "Se eu voltar para o Brasil, vou ser preso de maneira injusta, sem direito à defesa e sem direito ao devido processo legal", declarou. Apesar disso, afirmou que deseja voltar ao país futuramente. "O Brasil é minha terra, eu quero retornar ao Brasil. Não pensei nessa questão de cidadania americana. É algo que ocorre depois de cinco anos com o green card. Não estou pensando nisso neste momento", concluiu.