Enquanto ajusta os últimos detalhes para o lançamento da turnê "O Último Voo da Nave", agendado para o próximo sábado (25), em São Paulo, Xuxa abriu o jogo e falou sobre os boatos de que teria rompido laços com antigas assistentes por divergências ideológicas. Em entrevista ao portal Hugo Gloss a respeito da presença do grupo no espetáculo, a icônica Rainha dos Baixinhos esclareceu:
“Eu tenho as minhas ex-Paquitas que eu não consegui trazer todas, são 14 Paquitas. Quem podia vir, vai estar”, declarou. Logo em seguida, negou o corte de relações por viés partidário: “Muita gente fala: ‘A Xuxa deixou de falar com alguma Paquita por causa de política’. Não, eu só deixo de falar com Paquita se é homofóbica. Para mim, eu não suporto isso. Homofobia não dá para mim”, disparou.
Por sua vez, a atriz Juliana Baroni trouxe à tona memórias de sua fase como integrante do famoso grupo e causou espanto ao detalhar como funcionava a remuneração das jovens no programa. Durante sua participação no podcast Os Bastidores de Tudo, a artista revelou que os valores repassados às parceiras de palco distavam muito do glamour imaginado pelos telespectadores daquela época. Ela pontuou que a quantia servia como suporte fundamental para o seu sustento no Rio de Janeiro, mas enfatizou que passava longe de garantir uma vida abastada.
Para exemplificar a proporção financeira, Juliana contrastou o montante pago às assistentes com o cachê faturado pela estrela principal nos eventos daquela era. “Pra uma criança de 11 anos, era um dinheiro bom, mas não bancava a vida. Não é o que as pessoas pensam. Eu vou dar um dado, não é pra criar polêmica, não, é só pra gente ter uma noção. Se a Xuxa ganhava 80 mil, 100 mil na época para fazer um show, as paquitas ganhavam 200 reais”, explicou.
Conforme o relato de Juliana, o rendimento das meninas vinha da soma de várias frentes de trabalho atreladas à atração televisiva. Apesar do envolvimento em turnês, longas-metragens e álbuns musicais, a recompensa econômica não refletia o enorme ibope alcançado pelo fenômeno infantojuvenil. “Era muito trabalho. Como a gente fazia show, filme, gravava disco, tinha o salário da Globo, os salários somados davam uma boa quantia. Mas não o suficiente pra você ficar rica, comprar apartamento, nada disso, nada, não tinha isso”, resumiu.
Questionada pelo anfitrião, Léo Paiva, sobre possíveis reajustes salariais durante o período em que integrou o elenco, entre 1990 e 1995, a atriz pontuou que o crescimento na fama não veio acompanhado de saltos financeiros proporcionais. “Mais e mais famosas, mas isso não significa que a gente foi ganhando mais e mais dinheiro. A gente foi fazendo mais coisas, mas a proporção era sempre mais ou menos essa. Se mantinha. Mas eu, ainda da minha geração, eu fui uma das meninas, por conta da minha mãe, que eu consegui guardar dinheiro”, ponderou.
A repercussão das declarações rapidamente chegou até Xuxa Meneghel, que utilizou as redes sociais para ratificar as palavras da ex-assistente, jogando luz sobre a gestão financeira centralizada daquela época, que ficava a cargo da ex-diretora, Marlene Mattos.
“Mais pura verdade… lembrando a todos que eu pagava o cachê (saia do meu dinheiro) pra elas (não) nem eu sabia quando ganhava e quanto ganhava sempre quem cuidou de dinheiro Mattos (sempre foi assim)”, registrou a apresentadora.