O Partido Liberal (PL) formalizou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República em uma convenção em São Paulo. Em seu pronunciamento, o parlamentar prometeu dar continuidade ao projeto do pai, Jair Bolsonaro, a quem chamou de "o maior líder da direita que esse país já teve", e fez críticas duras ao governo Lula e ao STF.
Afirmou que o país foi "sequestrado" e prometeu "libertar o país desse cativeiro", além de projetar receber a faixa do pai em 2027: "Pai, eu vou te honrar. E você vai colocar essa faixa de presidente em mim em janeiro do ano que vem."
Representação por IA: A convenção exibiu uma simulação feita por IA de Jair Bolsonaro pedindo apoio ao filho: "Estou preso e calado por uma decisão arbitrária. Nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança que despertamos".
Apoios Internacionais: O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enviou mensagem de apoio, e o presidente argentino Javier Milei discursou presencialmente, afirmando que Flávio é "a pessoa que hoje pode parar Lula".
Presença Familiar: A mãe do candidato, Rogéria Bolsonaro, esteve presente. Já os irmãos Eduardo e Carlos participaram por vídeo. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro enviou mensagem gravada selando a reconciliação recente: "Flávio, que Deus abençoe e proteja sua candidatura." A esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, discursou no palco destacando a imagem familiar da candidatura.
Flávio apresentou diretrizes de governo focadas no endurecimento penal e na pauta econômica:
Segurança Pública ("Brasil sem Medo"): Redução da maioridade penal, punições severas para crimes graves, aumento de pena para violência contra a mulher, classificação de facções como organizações terroristas e castração química para condenados por estupro de vulnerável.
Economia e Pauta Feminina ("Brasil por Elas"): Redução de impostos, fortalecimento do centro-direita no Congresso, linhas de microcrédito e ampliação do acesso à internet para empreendedoras.
Flávio ainda não anunciou seu vice, aguardando negociações com siglas como Republicanos e PP (com nomes cotados como Daniella Marques e Simone Marquetto). Caso não feche coligações até 15 de agosto, o PL poderá lançar uma chapa "puro-sangue".
Primeiro colocado entre as candidaturas de oposição, Flávio busca consolidar sua posição na disputa presidencial contra Lula, contornando o desgaste recente de investigações sobre repasses financeiros e desdobramentos de processos judiciais anteriores.