A administração do prefeito Ricardo Nunes deu aval a um novo aporte financeiro voltado à migração para ônibus elétricos na rede pública administrada pela SPTrans (São Paulo Transporte). As informações são do Diário do Transporte.
Termos homologados pelo titular da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, disponibilizam o montante de R$ 89.398.832,44 distribuído entre cinco viações operadoras do modal. O crédito provém de financiamentos obtidos pelo poder executivo local, com quitação sob responsabilidade da própria prefeitura.
Essa quantia reflete o contingenciamento de verbas direcionado à transição energética dos veículos programada para 2026. Na execução orçamentária, o ato garante a retenção dos montantes necessários para que as companhias comprem e integrem os modelos movidos a bateria às suas linhas.
Os incentivos beneficiam os grupos Viação Campo Belo, Auto Bless Transportes, A2 Transportes, Pêssego Transportes e Transppass Transporte de Passageiros.
Atualmente, a capital paulista dispõe de 1.759 veículos coletivos elétricos, soma que abrange 189 trólebus. Embora ostente a maior frota limpa do território nacional, o volume ainda é modesto, correspondendo a meros 13,07% do conjunto global de 13.460 unidades em circulação. O indicador permanece aquém do objetivo de 2,6 mil unidades limpas estimado para o encerramento de 2024. Diante dos entraves na substituição dos veículos, a administração municipal tolera a operação de ônibus movidos a combustível fóssil com desgaste acentuado, aceitando modelos com até 14 anos de uso.
No primeiro encontro da Câmara Temática do Transporte Público do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), a gestora SPTrans reconheceu que a frota apresenta um tempo de operação elevado se comparado ao padrão histórico da metrópole, registrando média de 6 anos e 11 meses.