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Em junho, dívida do governo Lula cresceu R$7,9 bilhões ao dia
As estatísticas integram o Relatório Mensal da Dívida (RMD), publicado pelo Tesouro Nacional na quarta-feira (29)
30/07/2026 11h36
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Poder360
Reprodução: Ricardo Stuckert/PR

A parte da dívida administrada pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem demonstrando ritmo acelerado de crescimento, com acréscimo médio próximo a R$ 7,9 bilhões a cada 24 horas. Considerando apenas o mês de junho, o incremento bruto somou R$ 235,7 bilhões. As estatísticas integram o Relatório Mensal da Dívida (RMD), publicado pelo Tesouro Nacional na quarta-feira (29).

O quadro acende alertas no mercado, dado que os gastos vultosos voltados ao custeio do aparato estatal comprimem a margem de recursos destinados a obras e infraestrutura, além de gerar tensão sobre o panorama econômico do país.

Conforme aponta o levantamento ministerial, essa trajetória ascendente diária impulsionou o volume global do débito federal à marca de R$ 9,268 trilhões na conclusão da primeira metade do ano.

Para se resguardarem, os participantes do setor financeiro têm buscado papéis atrelados a taxas variáveis. Esse tipo de ativo pós-fixado respondeu por cerca de 68% do montante total emitido pelo Tesouro ao longo de junho.

Diante do cenário, o coordenador-geral antecipou que o limite destinado aos títulos de rendimento flutuante passará por ampliação. O órgão planeja conduzir análises técnicas durante o mês de agosto para especificar as alterações em setembro. Helano Borges Dias frisou ao Poder360 que a arquitetura desse endividamento reflete o reflexo direto das diretrizes fiscais e monetárias vigentes no país.

Em paralelo, a rentabilidade elevada tem atraído o capital externo. Aplicações de investidores estrangeiros em papéis do governo registraram expansão na casa de R$ 6,9 bilhões em junho, impulsionadas pelo interesse em retornos atrativos em horizontes mais longos.

Atualmente, o volume financeiro vindo do exterior corresponde a 9,95% do total da dívida pública mobiliária interna. Dentre os ativos preferidos desse grupo, 69,42% estão concentrados em títulos prefixados, sinalizando uma aposta contínua no prêmio oferecido pelo mercado brasileiro.