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Geraldo Alckmin é o vice-presidente oficial da chapa de Lula à reeleição
reunião partidária reuniu grandes nomes da legenda e parceiros políticos, servindo também para chancelar a união formal da sigla com a federação PT-PV-PCdoB na disputa eleitoral deste ano
30/07/2026 14h07
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Ricardo Stuckert/PR

Em evento promovido em Brasília na quarta-feira (29), o PSB confirmou oficialmente a recondução de Geraldo Alckmin como vice na chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a corrida ao Palácio do Planalto. A reunião partidária reuniu grandes nomes da legenda e parceiros políticos, servindo também para chancelar a união formal da sigla com a federação PT-PV-PCdoB na disputa eleitoral deste ano.

Ao tomar a palavra, Alckmin iniciou suas declarações ironizando o lema “Deus, Pátria, Família e Liberdade”, amplamente difundido por Jair Bolsonaro (PL) e seus correligionários. De acordo com o vice-presidente, a atuação do ex-mandatário foi o oposto do que diz o slogan.

“Pátria é união, não é entreguismo, não é você trabalhar lá fora contra o interesse do nosso país. Contra o emprego, contra as empresas, de maneira servil”, disse. “Não é possível falar em liberdade querendo derrubar a democracia. Não é possível falar em liberdade utilizando o aparato do estado para impedir as pessoas de votarem”, completou o vice-presidente, em referência aos bloqueios em estradas durante as eleições de 2022.

Lula, por sua vez, exaltou a lealdade do vice e brincou: “Com Alckmin, a gente nunca vai pensar de que vai dormir e vai ter um golpe no dia seguinte de manhã”. O chefe do Executivo demonstrou otimismo e acrescentou que o grupo pretende “matar as eleições no primeiro turno”.

Convenção

Além de Lula, marcaram presença na solenidade o prefeito de Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que discursou em nome das quadras femininas, e o ex-presidente da agremiação, Carlos Siqueira.

Durante sua fala, Tabata destacou a aliança política entre Lula e Alckmin, pontuando que as duas lideranças “não são o passado da política brasileira, são mestres do futuro que queremos construir”. Ela enfatizou a relevância do próximo pleito para as cadeiras do Congresso Nacional e alertou sobre os riscos à autonomia do país. “Esta não será apenas uma eleição para escolher um presidente, será uma chance de eleger uma maioria comprometida com a nossa soberania”, ressaltou.

Integrantes do círculo político de João Campos também compareceram, como Marília Arraes (PDT), postulante ao Senado por Pernambuco, o senador Humberto Costa (PT-PE) e Wolney Queiroz (PDT), titular do Ministério da Previdência.

A cerimônia contou ainda com forte mobilização da esplanada dos ministérios e aliados do governo federal. Entre os presentes, estavam os ministros José Múcio (Defesa), Márcio Elias Rosa (MDIC), Frederico Siqueira (Comunicações), Tomé Franca (Portos e Aeroportos), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), José Guimarães (Relações Institucionais) e Leonardo Barchini (Educação), além de nomes que deixaram a gestão para disputar o pleito, a exemplo de Simone Tebet (PSB-SP) e Márcio França (PSB-SP).