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Correios diz não ter conseguido entregar carta de notificação a Virginia sobre ação do MP; entenda
Influenciadora ainda não foi oficialmente citada no processo movido pelo MP, que pede indenização milionária
30/07/2026 16h13
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Foto: redes sociais

Virginia Fonseca enfrenta um novo capítulo na ação movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A influenciadora ainda não foi oficialmente notificada porque os Correios não conseguiram entregar a correspondência enviada pela Justiça. As informações são do Metrópoles.

Segundo uma certidão anexada ao processo, a carta foi devolvida com a justificativa de "endereço insuficiente". Isso significa que o carteiro não conseguiu localizar a destinatária com as informações disponíveis no envelope, impedindo a citação oficial.

A notificação foi enviada ao Residencial Aldeia do Vale, em Goiânia, condomínio de alto padrão onde Virginia viveu durante o casamento com Zé Felipe. Como a entrega não foi concluída, o prazo para apresentação da defesa ainda não começou a contar. Até o momento, a influenciadora também não constituiu advogado no processo.

Na ação, o MPDFT acusa Virginia e a plataforma Blaze de publicidade enganosa relacionada a apostas esportivas. Segundo os promotores, a influenciadora teria atuado como peça importante na divulgação da empresa, enquanto consumidores relatavam problemas envolvendo retenção de valores, bloqueio de contas e metas consideradas praticamente impossíveis de serem cumpridas.

O Ministério Público afirma que a investigação foi aberta após o recebimento de mais de 42 mil denúncias contra a Blaze. Conforme a petição inicial, as reclamações apontam retenção sistemática de depósitos, dificuldades para sacar valores e justificativas genéricas apresentadas pela plataforma.

Diante do caso, o MP pediu que Virginia e a Blaze sejam condenadas ao pagamento de, no mínimo, R$ 120 milhões por danos morais coletivos. Na ação, o órgão sustenta que a participação da influenciadora na divulgação da empresa não seria neutra, classificando sua atuação como um "braço operacional" da captação de novos apostadores.

Segundo o promotor Paulo Roberto Binicheski, responsável pela ação, Virginia teria exercido papel relevante ao incentivar o público a utilizar a plataforma, motivo pelo qual também deveria responder pelos supostos danos causados aos consumidores.