Um casamento entre três homens chamou atenção nas redes sociais e rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados da internet. A cerimônia aconteceu em Brasília e reuniu Marcos Aragão, Edcharles Severiano e Wendel Fernandes, que celebraram publicamente a união construída ao longo de anos de relacionamento.
Segundo os próprios noivos, a história começou em 2014, quando os primeiros laços afetivos foram criados. A relação passou a ser vivida oficialmente pelos três em 2016 e, desde então, eles compartilham a rotina como uma família. O casamento teve caráter simbólico e, de acordo com o trio, representou a consolidação de oito anos de convivência marcada por diálogo, respeito e consenso.
Além de celebrar a união, os três afirmaram que a decisão de tornar o momento público também teve como objetivo dar visibilidade a outras formas de relacionamento e reforçar que todas as famílias merecem respeito, independentemente de sua configuração.
Os vídeos da cerimônia rapidamente viralizaram e provocaram reações divididas. Enquanto muitos internautas criticaram a união e fizeram comentários contrários ao relacionamento poliafetivo, outros demonstraram apoio ao trio, defendendo a liberdade individual e o direito de cada pessoa viver seus relacionamentos da forma que considerar adequada.
A repercussão também reacendeu discussões sobre o reconhecimento jurídico desse tipo de união. Atualmente, relações poliafetivas não possuem o mesmo reconhecimento legal dos casamentos e uniões estáveis tradicionais.
Desde 2018, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determina que cartórios brasileiros não lavrem escrituras públicas de união poliafetiva. O entendimento adotado é de que a legislação brasileira protege o casamento e a união estável fundamentados na monogamia.
Por esse motivo, a cerimônia realizada em Brasília possui caráter exclusivamente simbólico e afetivo, sem produzir automaticamente os mesmos efeitos civis previstos para o casamento reconhecido pelo Estado, como direitos patrimoniais e previdenciários.
Mesmo diante das limitações legais e das opiniões divergentes nas redes sociais, Marcos, Edcharles e Wendel afirmam seguir firmes na decisão de compartilhar a vida juntos e esperam que a história contribua para ampliar o debate sobre a diversidade das relações afetivas.