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Tereza Cristina teria avisado aliados que aceitou ser vice de Flávio Bolsonaro
Senadora teria sinalizado positivamente para integrar a chapa presidencial do PL, mas composição ainda depende de negociações
31/07/2026 18h55
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Fotos: Reprodução/Senado Federal

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) indicou a aliados, nesta quinta-feira (30), que aceitou o convite para disputar a vice-presidência na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL). Apesar do sinal positivo, a composição ainda depende de uma série de negociações políticas e partidárias.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a eventual aliança precisará do aval da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, além da aprovação do próprio PP durante convenção partidária. Após o posicionamento da senadora, o presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para medir a receptividade da possível coligação.

Nos bastidores, dirigentes da federação ainda demonstram resistência à união com o PL. Até então, a estratégia predominante era manter neutralidade na disputa presidencial para preservar acordos regionais e fortalecer candidaturas aos governos estaduais e ao Congresso Nacional.

Tereza Cristina é considerada o nome preferido do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A avaliação é de que a senadora fortaleceria a chapa de Flávio Bolsonaro por sua ligação com o agronegócio e pela possibilidade de aproximar a federação União Progressista da candidatura.

Em nota ao Metrópoles, a assessoria da parlamentar confirmou que ela se reuniu com Flávio Bolsonaro na quarta-feira (29), quando os dois conversaram, pela primeira vez, sobre a possibilidade de formação da chapa. O comunicado, no entanto, destacou que nenhuma decisão oficial foi tomada.

"A reunião foi produtiva, mas qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários", informou a assessoria.

Nos últimos dias, Tereza Cristina vinha sendo pressionada por integrantes do PL, representantes do agronegócio e do empresariado para aceitar o convite. Até então, segundo aliados, a senadora demonstrava preferência por permanecer no Senado e disputar a presidência da Casa em 2027.