A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, buscou atendimento médico no hospital DF Star, situado em Brasília, em decorrência de uma enxaqueca contínua. Conforme comunicado emitido por sua assessoria através das plataformas digitais, a internação ocorreu no sábado (1º/08) com o propósito de submetê-la a uma intervenção analgésica voltada aos nervos da região craniana.
De acordo com o informativo compartilhado no perfil do Instagram da ex-primeira-dama, o quadro demonstrou resistência aos remédios via oral, motivando a execução de avaliações diagnósticas prévias à terapia. O período de internação foi breve, culminando com a liberação hospitalar no domingo (2), fruto de uma "resposta satisfatória" ao bloqueio terapêutico.
Fundamentado em dados do Instituto Neurológico de Cuiabá (Inec), o método consiste em uma estratégia clínica direcionada a quadros álgicos complexos, englobando crises severas de enxaqueca, além de dores de cabeça de origem cervical ou em salvas. O mecanismo atua bloqueando momentaneamente as vias condutoras de estímulos dolorosos ao sistema nervoso central, incidindo habitualmente sobre os nervos occipitais maior e menor.
"Cada um desses nervos nos ajuda a sentir a sensação na parte posterior da cabeça e eles estão conectados aos nervos envolvidos na dor da enxaqueca, por exemplo", afirma o instituto.
Anatomicamente situados sob a pele na nuca, tais feixes nervosos podem receber aplicações complementares em outras regiões adjacentes. A técnica consiste na aplicação de substâncias anestésicas associadas, em certas ocasiões, a corticosteroides nas proximidades da estrutura nervosa, descartando qualquer perfuração intracraniana ou no encéfalo.
Conduzida por um médico especialista em neurologia, a intervenção costuma ocorrer em consultórios ou clínicas, embora o espaço hospitalar possa ser selecionado dependendo do quadro clínico. A duração estimada da aplicação é de trinta minutos, seguida por um período de observação de quinze minutos para rastrear eventuais reações imediatas.
"Os bloqueios dos nervos cranianos geralmente começam a fazer efeito imediatamente, mas alguns pacientes podem levar de 2 a 3 dias para que os efeitos possam ser notados", explica o Inec.
As manifestações colaterais decorrentes da técnica costumam apresentar baixa frequência e caráter passageiro. Dentre as ocorrências mais habituais destacam-se a dormência momentânea ou parestesia na área tratada. Em um intervalo de até 48 horas, podem surgir sintomas secundários como leve vermelhidão, sangramentos pontuais, intensificação momentânea do incômodo local, vertigens ou episódios de lipotimia.
Adicionalmente, dados do Inec apontam que reações de menor incidência, atingindo uma parcela inferior a 1% dos indivíduos tratados, englobam a queda capilar ou atrofia da pele na zona da picada, cenários mais prováveis em tratamentos recorrentes que utilizam corticoides na formulação.