A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar nesta segunda-feira (3). Após anunciar uma possível retomada das negociações, o presidente norte-americano Donald Trump endureceu o tom contra o governo iraniano e acusou as autoridades de Teerã de agirem de forma "dissimulada".
Em uma publicação, o republicano afirmou que o Irã estaria buscando diálogo, mas negando publicamente qualquer negociação com Washington.
“A liderança iraniana é inacreditavelmente dissimulada! Eles pedem uma reunião, alguns diriam ‘imploram’, as conversas começam, com outras agendadas para o futuro próximo, e eles dizem, aberta e orgulhosamente, que não estão tendo nenhuma discussão, que nada está sendo discutido e que estão tratando apenas com ‘Omã'”, escreveu.
Trump também declarou que os Estados Unidos mantêm controle sobre o Estreito de Ormuz e afirmou que nenhum carregamento chegará ao Irã sem autorização norte-americana, condicionando qualquer flexibilização a um entendimento entre os países.
“Nada chega ao Irã, a menos que queiramos, e nada chegará, a menos que um acordo, ou a rendição total, seja alcançado. Quer o Irã admita ou não, estamos, na verdade, falando de uma solução para um problema que eles mesmos criaram por décadas. É muito simples: o Irã nunca terá uma arma nuclear”, declarou.
No domingo (2), Trump já havia afirmado que as negociações seriam retomadas nesta segunda-feira e chegou a dizer que cancelou um "ataque massivo" contra o território iraniano.
O governo do Irã, porém, apresentou uma versão diferente. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, negou qualquer negociação direta com os Estados Unidos e afirmou que os contatos em andamento envolvem apenas Omã, país localizado às margens do Estreito de Ormuz.
“Atualmente, não estamos negociando com os Estados Unidos. Nossas negociações são com Omã para garantir a passagem pelo Estreito de Ormuz”, declarou.