Encarcerada desde o mês de maio sob a suspeita de envolvimento em uma rede de lavagem de dinheiro vinculada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a advogada Deolane Bezerra virou alvo de uma proposta legislativa formulada pelo deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP).
A iniciativa do congressista visa instituir uma nova sanção destinada aos indivíduos sob investigação penal: a restrição total ao acesso e gerenciamento de plataformas digitais. A medida é pensada tanto como uma alternativa ao encarceramento quanto como uma forma adicional de penalização.
Conforme informações veiculadas pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, o político abordou o crescimento expressivo dos chamados "influenciadores do crime", mencionando explicitamente a figura de Deolane, cujo perfil no Instagram concentra mais de 21 milhões de seguidores.
O nome da criadora de conteúdo aparece atrelado às investigações conduzidas no âmbito da Operação Vérnix, mantendo-a reclusa preventivamente na Penitenciária Feminina situada em Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
As apurações conduzidas pelas forças de segurança buscam desmantelar uma facção criminosa suspeita de laços com a maior organização criminosa do estado, além de destrinchar esquemas voltados à lavagem de dinheiro e à exploração de apostas e jogos de azar.
Nesse contexto, os órgãos de investigação apontam que a influenciadora teria sido beneficiária de transferências financeiras originadas de uma companhia de transportes, cuja suposta finalidade seria mascarar o fluxo de recursos ilegais.