Uma operação realizada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (5) revelou detalhes preocupantes sobre a atuação de uma organização extremista investigada por planejar um atentado a bomba na região central de Brasília durante os debates eleitorais deste ano. Segundo informações do g1, o grupo também utilizava a internet para disseminar discursos de ódio contra mulheres e promover a radicalização de novos integrantes.
A força-tarefa cumpriu oito mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Pernambuco. De acordo com as investigações, os suspeitos têm entre 19 e 31 anos e atuavam de forma articulada em diferentes regiões do país.
Entre os investigados, um dos nomes que chamou a atenção das autoridades é o de um seminarista ligado a um mosteiro de Pernambuco. O alojamento do religioso foi alvo das buscas após a polícia apontar que ele teria participação ativa na estruturação da organização em nível nacional.
Ainda conforme o inquérito, o grupo discutia estratégias para invadir prédios públicos, com atenção especial ao Palácio do Planalto. As conversas incluíam recrutamento de integrantes em diferentes estados, definição de alvos e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos em 3D de edifícios localizados na capital federal.