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PF aponta que dinheiro dos aposentados bancou mansão e fazendas ligadas a vice-líder de Lula
Em nota, o senador Weverton Rocha rechaçou as suspeitas, atribuindo a investida a “interesses políticos” e declarando estar “tranquilo” quanto à origem legal de seus bens e à atuação de sua equipe
06/08/2026 11h55
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Gazeta do Povo
Reprodução: Jefferson Rudy/Agência Senado

Investigações da Polícia Federal sobre o senador Weverton Rocha (PDT-MA), no contexto dos desvios previdenciários apurados na Operação Sem Desconto, apontam uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro. A apuração, que motivou mandados de busca expedidos pelo ministro André Mendonça contra familiares e aliados do parlamentar, baseia-se na análise de dados telefônicos e no mapeamento de um fluxo de capitais focado em blindar os reais favorecidos. As informações são da Gazeta do Povo.

A acusação coloca o advogado Willer Tomaz na posição de operador chave, acusando-o de estruturar um "hub financeiro, patrimonial e logístico" para o grupo. O esquema combinava movimentações em dinheiro vivo, uso de interpostas pessoas, transações societárias e contratos simulados para escoar recursos. As diligências destacam frentes estratégicas:

Manifestações das defesas

Em nota, o senador Weverton Rocha rechaçou as suspeitas, atribuindo a investida a "interesses políticos" e declarando estar "tranquilo" quanto à origem legal de seus bens e à atuação de sua equipe.

Por sua vez, o advogado Willer Tomaz sustentou que “jamais teve qualquer envolvimento com os fatos apurados no âmbito da Operação Sem Desconto e que não figura como investigado no referido procedimento da Polícia Federal”. Pontuou ainda que "a disponibilização da aeronave ao senador Weverton Rocha ocorreu em caráter estritamente pessoal e amistoso, sem qualquer vínculo com os fatos investigados pela operação" e, sobre suas empresas do ramo imobiliário, reiterou que "As atividades da empresa são realizadas regularmente, não havendo qualquer irregularidade nas operações citadas". Por fim, salientou que os pagamentos efetuados à advogada associada ao seu escritório, parente do parlamentar, correspondem à contraprestação por serviços jurídicos formalmente prestados e declarados.