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Ex-padre é condenado após abusar de crianças e incentivá-las ao suicídio no RJ
Justiça do Rio responsabilizou o ex-religioso por tortura, estupro de vulnerável, fornecimento de material pornográfico e instigação ao suicídio contra duas crianças
06/08/2026 19h03 Atualizada há 3 semanas
Por: Mateus Pereira Fonte: Portal LeoDias
Foto: Reprodução/TJRJ

Segundo informações do portal LeoDias, a Justiça do Rio de Janeiro condenou o ex-padre Eric Araujo Siqueira Pereira a 48 anos, 1 mês e 10 dias de prisão por uma série de crimes cometidos contra dois de seus enteados, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do estado. A sentença foi assinada pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo na última terça-feira (5).

De acordo com a decisão, o ex-religioso foi considerado culpado pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, fornecimento de material pornográfico a criança para fins libidinosos e instigação ao suicídio. Os fatos ocorreram entre outubro de 2020 e maio de 2021, período em que ele morava com a companheira, os filhos dela e a filha do casal.

Segundo o processo, as vítimas sofreram agressões físicas, psicológicas e abusos sexuais dentro do ambiente familiar. Um dos episódios considerados mais graves envolveu a tentativa de induzir uma das crianças ao suicídio.

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, o então padre colocava a vítima de castigo em um terraço sem proteção e a incentivava a se jogar do local, afirmando que ela encontraria "Papai do Céu" e seria feliz.

O Conselho de Sentença entendeu que o acusado explorava a vulnerabilidade emocional da criança para estimular o ato, reconhecendo também esse crime durante o julgamento.

As investigações começaram depois que uma das vítimas apresentou mudanças significativas de comportamento. Inicialmente, a criança chegou a receber diagnóstico de esquizofrenia, mas avaliações posteriores concluíram que os sintomas eram consequência das violências sofridas.

Com o avanço das apurações e os relatos apresentados pelas vítimas, o Ministério Público ampliou a denúncia, incluindo os crimes de estupro de vulnerável, fornecimento de material pornográfico e instigação ao suicídio, além das acusações já existentes.