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Musa dos filmes eróticos, Aldine Müller critica postura de Reginaldo Faria e outros atores: “Escondem o filho feio”
Atriz afirmou que alguns galãs tentam esconder a participação no gênero cinematográfico e relembrou o preconceito que enfrentou ao longo da carreira
06/08/2026 21h03 Atualizada há 3 semanas
Por: Mateus Pereira
Fotos: Reprodução/YouTube e Fabio Cabral

A atriz Aldine Müller, de 72 anos, voltou a falar sobre a trajetória na pornochanchada e fez críticas a colegas que, segundo ela, evitam associar a própria imagem ao gênero que marcou o cinema brasileiro nas décadas de 1970 e 1980. Com mais de 40 filmes no currículo, a artista afirmou que não se orgulha de todos os trabalhos, mas faz questão de reconhecer sua história.

Durante participação no podcast Ponto de Ironia, Aldine citou nomes conhecidos da televisão e afirmou que alguns atores preferem esconder o passado nas comédias eróticas.

“Vi o Reginaldo Faria escondendo o filho feio. Achei muito feio isso dele. É seu filho, amor. Eles escondem o filho feio. Não adianta fugir, foi um aprendizado. Não me orgulho de muita coisa. Acho que aprendi muito. Respeito minha trajetória, tenho um carinho por ela, mas o preconceito era mais pesado para as meninas”, declarou.

Conhecida como a "Rainha da Pornochanchada", Aldine também relembrou o preconceito que enfrentou quando ganhou notoriedade no gênero. Segundo a atriz, o impacto foi sentido até mesmo dentro da família.

“Virei a Rainha da Pornochanchada. Tive que sair da minha cidade. Foi muito ruim para os meus pais. Eles ficaram muito bravos. Só fui redimida quando fui para a Globo”, contou.

A artista ainda afirmou que havia um estigma em torno dos profissionais que atuavam nesse tipo de produção e rebateu as críticas que costumava ouvir na época.

“As pessoas criaram um rótulo e diziam que a gente sabia tirar a roupa, mas não sabia falar. Falam muito, mas a Pornochanchada não tinha nada demais. Tinha um peitinho, uma bundinha...”, afirmou.

Ao longo da carreira, Aldine Müller também estampou capas de revistas masculinas, como Playboy e Sexy, mas destacou que encara toda a sua trajetória como parte de um processo de aprendizado, apesar das dificuldades e do preconceito enfrentado.