O postulante à Vice-Presidência na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL), o congressista Alfredo Gaspar (PL-RJ), manifestou plena convicção na integridade do senador no que tange às suas conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Em diálogo com a imprensa no decorrer da quinta-feira (6), o legislador alagoano ressaltou que, até o presente momento, o filho mais velho de Jair Bolsonaro e líder da candidatura ostenta sua total credibilidade.
Gaspar enfatizou essa segurança pelo fato de o presidenciável do PL ter optado por um antigo membro do Ministério Público com perfil de combate às estruturas de poder para compor a chapa executiva.
“Eu confio 100% na lisura da atuação do candidato a presidente Flávio Bolsonaro. O Flávio Bolsonaro, até o presente momento, tem a minha total confiança. E você diz: ‘Por quê, Alfredo?’. Porque eu tenho visto a atuação do Flávio Bolsonaro. O fato de o Flávio Bolsonaro ir buscar um promotor, um ex-promotor, para ser vice dele, sabendo que eu sou contra o sistema, sabendo que eu não tolero isso, mostra que o Flávio Bolsonaro também, para mim, está completamente isento desses ataques. E o que mais fortalece isso é o que estão fazendo comigo, sabendo quem eu sou”, disse Gaspar.
O colega de chapa de Flávio relembrou sua postura contundente contra Vorcaro durante os trabalhos da CPMI do INSS, colegiado no qual atuou como relator. De acordo com o representante de Alagoas, o titular do Banco Master teve sua gênese no Partido dos Trabalhadores baiano.
“Eu desconheço que o Flávio seja investigado. Esse é o primeiro ponto. Segundo: ninguém bateu mais no Vorcaro do que eu na CPMI. Bati firme. Vorcaro comprou metade da República dentro dos Poderes. Vorcaro nasceu do PT da Bahia. Eu investiguei o Credcesta com Rui Costa e Jaques Wagner. Foi do que eu mais falei. O ministro do Lula, da Justiça, que era do STF, o Lewandowski, enquanto ministro da Justiça, recebeu mesada de um contrato mensal do Vorcaro. O Guido Mantega recebeu dinheiro mensal”.
O nome de Flávio passou a integrar formalmente os autos de uma apuração em 23 de julho, ocasião em que o magistrado do STF, André Mendonça, determinou a abertura de investigação para examinar inconsistências no financiamento prestado por Vorcaro ao longa-metragem Dark Horse, obra cinebiográfica sobre Jair Bolsonaro.