Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, fez críticas ao Judiciário nesta sexta-feira (7/8) durante um encontro com empresários e autoridades em São Caetano do Sul, em São Paulo. O senador afirmou que acredita existir um movimento para impedir que ele chegue ao Palácio do Planalto.
Durante o discurso, realizado em uma churrascaria da cidade, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a questionar decisões judiciais e afirmou que tem denunciado casos de corrupção na administração pública. Segundo participantes do encontro, Flávio declarou acreditar que seus adversários podem ultrapassar limites para impedir sua possível eleição.
"Roubalheira" foi um dos termos utilizados pelo senador ao falar sobre a administração pública. Na avaliação dele, "eles vão ultrapassar o limite da maldade" para barrar sua candidatura.
O encontro reuniu cerca de 50 empresários e comerciantes da região. Também participaram o prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella, secretários, vereadores e o deputado estadual Thiago Auricchio.
Flávio também afirmou que sua vida já foi amplamente investigada e disse não temer o surgimento de novas acusações durante a disputa eleitoral.
"Não fiz nada de errado. Não tem o que aparecer", afirmou o senador, em trecho da fala compartilhado pelo Metrópoles.
Durante a conversa, o candidato ainda apresentou propostas econômicas para um eventual governo. Empresários demonstraram preocupação com os impactos da reforma tributária sobre empresas da região e sobre a arrecadação municipal.
Flávio e o coordenador de sua campanha, Rogério Marinho, têm criticado a reforma aprovada pelo Congresso no fim de 2023. O senador já sinalizou que pretende interromper a implementação do novo modelo e reavaliar as regras caso seja eleito.
O candidato também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo participantes, Flávio afirmou que o petista já teve três mandatos para melhorar os indicadores do país e não conseguiria alcançar esse objetivo em um eventual quarto governo.
Ao falar sobre sua própria campanha, o senador defendeu a proposta de um governo "moderno" e voltado para o futuro. A estratégia acompanha o discurso adotado pelo PL, que apresenta Flávio como candidato a um "Brasil do futuro".