Fernando Haddad apresentou nesta segunda feira (10) seu plano de segurança pública para São Paulo, batizado de SP Protege. Entre as principais propostas está a mudança no funcionamento das câmeras corporais utilizadas pelos policiais, que passariam a registrar continuamente toda a atuação dos agentes durante o serviço nas ruas.
Atualmente, durante a gestão de Tarcísio de Freitas, os equipamentos dependem do acionamento feito pelos próprios policiais. Segundo Haddad, a gravação ininterrupta teria como objetivo ampliar a proteção dos cidadãos durante abordagens e, ao mesmo tempo, resguardar os agentes diante de eventuais acusações injustas. O candidato também defende que boletins de ocorrência possam ser registrados pela população diretamente pelo WhatsApp.
O plano prevê ainda a criação de uma Agência Estadual Antifacção, com atuação permanente de inteligência e investigação e integração entre forças de segurança, Ministério Público, Receita estadual e órgãos de controle. Haddad também propõe uma força tarefa permanente no Porto de Santos, com estrutura própria para combater o tráfico transnacional e outros crimes.
A inteligência artificial aparece como uma das principais apostas do programa. A ideia é cruzar informações de ocorrências, imagens das câmeras policiais e chamadas para o 190 para identificar padrões e produzir mapas de calor capazes de apontar locais e horários de maior incidência criminal. Na área de violência doméstica, uma plataforma também seria utilizada para analisar dados e alertas e auxiliar na avaliação de riscos.
Haddad afirmou que a tecnologia também poderia integrar o atendimento do 190 aos sistemas de inteligência e às câmeras, permitindo identificar uma ocorrência em tempo real e direcionar a viatura mais próxima. “Nós queremos facilitar a vida do cidadão”, afirmou o candidato ao defender uma comunicação mais simples entre a população e os serviços de segurança.