Ao término do debate da Band, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), dirigiu-se ao ex-ministro Fernando Haddad (PT) para pedir explicações a respeito das menções do petista ao episódio Dark Horse e à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) durante suas considerações finais. O político ratificou à CNN que questionou o adversário assim que o debate foi encerrado.
“Falei que era uma irresponsabilidade ele dizer isso, que ele sabe que eu não me envolvo com absolutamente nada errado”, declarou Nunes à CNN. Na etapa final das falas, o representante do PT rebateu Tarcísio de Freitas ao resgatar o a dívida da Prefeitura e os desdobramentos da atual administração local com a produtora cinematográfica ligada ao longa “Dark Horse”, objeto de apuração conduzida pelo Ministério Público.
“Com R$ 80 bi em caixa, com fim da dívida, o cara já está endividando a cidade em R$ 50. E ainda com um contrato aí de wi-fi para ser desviado o dinheiro para o PCC, uma parte, e para fazer o filme do Bolsonaro por outra”, discursou Haddad, aludindo a Nunes.
Em relação aos cofres da metrópole, o petista argumentou que o ajuste firmado pela gestão da capital em 2021 visando sanar os débitos decorreu de determinação da Justiça. O atual prefeito rebateu prontamente tal versão após a transmissão. Em declaração prestada à CNN, Nunes frisou que o acerto resultou do abatimento recíproco de haveres relativo ao Aeródromo do Campo de Marte, mediante tratativa direta do município com a União.
“Ele disse que o acordo que fiz da dívida em 2021 é porque teve decisão judicial. Mentira. O acordo foi de encontro de contas entre a dívida e o Campo de Marte, foi entre a prefeitura e o governo federal. Ele mente demais”, arrematou Nunes na entrevista à CNN.