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Caso Master: defesa de Vorcaro solicita audiência com Mendonça
A agenda ainda aguarda confirmação do magistrado
11/08/2026 13h41
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
Reprodução: Divulgação Banco Master/Fellipe Sampaio /STF

A banca de defesa do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, solicitou uma audiência com o relator do inquérito do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, com a finalidade de pleitear a extensão da carga horária para atendimento presencial dos defensores ao custodiado na Papudinha. A agenda ainda aguarda confirmação do magistrado.

A par doa extensão do expediente de visitas técnicas, os advogados pretendem despachar sobre outros requerimentos pendentes e formalizar a nova reestruturação do grupo jurídico. A equipe passou a contar com o acréscimo do advogdo especialista em direito penal, Daniel Bialski, profissional com histórico de atuação em casos de ampla visibilidade criminal, tendo representado personalidades como o ex-governador fluminense Sérgio Cabral, a ex-parlamentar Carla Zambelli, o ex-ministro Milton Ribeiro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) na fase inicial do processo das joias, atuando em conjunto com o criminalista Sergio Leonardo, de acordo com informações do Metrópoles.

Reconfiguração da defesa

A composição jurídica responsável pela representação de Vorcaro sofreu sucessivas alternâncias ao longo das investigações. O processo começou sob a condução do advogado Pierpaolo Bottini, que acabou substituído em março por José Luis Oliveira Lima, o Juca, responsável por liderar as tratativas de uma delação premiada.

Diante do rechaço da proposta colaborativa por parte da Polícia Federal, Juca desligou-se do caso, ocasião em que a coordenação passou para Sergio Leonardo. Houve também tratativas para a incorporação de Cezar Bitencourt, defensor de Mauro Cid, porém as conversas não se concretizaram. O grupo integra agora a atuação de Bialski.

Vorcaro é alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para apurar um suposto esquema de fraudes financeiras na antiga instituição bancária, contemplando apurações por gestão fraudulenta, lavagem de capitais, corrupção, organização criminosa e embaraço a investigações relativas à infração penal.