Um levantamento inédito do instituto Quaest, publicado na segunda-feira (10), aponta que um quinto do eleitorado declara definir a preferência para o cargo presencial no decorrer da semana final da disputa. Nesse recorte, uma fatia de 10% relatou manter o costume de bater o martelo apenas na data da votação.
O índice de indecisão prévia é ainda superior no pleito para o Senado Federal: 32% dos entrevistados relataram postergar a definição para os sete dias que antecedem o pleito, dos quais 14% concluem a opção no próprio dia do sufrágio.
Confira os dados para a indagação: “em que momento você costuma decidir seu voto para...?”
Presidente
Antecedência de diversos meses: 58%
Um mês ou poucas semanas antes: 20%
Na semana do pleito ou véspera: 10%
No próprio dia da eleição: 10%
Não souberam ou preferiram não opinar: 2%
Governador
Antecedência de diversos meses: 44%
Um mês ou poucas semanas antes: 28%
Na semana do pleito ou véspera: 14%
No próprio dia da eleição: 11%
Não souberam ou preferiram não opinar: 3%
Senador
Antecedência de diversos meses: 34%
Um mês ou poucas semanas antes: 29%
Na semana do pleito ou véspera: 18%
No próprio dia da eleição: 14%
Não souberam ou preferiram não opinar: 5%
A sondagem presencial escutou 2.004 cidadãos a partir de 16 anos, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. O estudo apresenta margem de erro estimada em dois pontos para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e consta sob a inscrição BR-06591/2026 na Justiça Eleitoral.
O alinhamento para o Palácio do Planalto se consolida com maior margem de tempo. Conforme o levantamento, 58% dos participantes apontam definir o nome preferido com meses de antecedência. Em relação às disputas estaduais para o governo, esse grupo cai para 44%. Já para as cadeiras do Congresso Nacional no Senado, o percentual baixa para 34%.
Analisando a orientação ideológica do público consultado, o posicionamento prévio com meses de antecedência na corrida presidencial atinge a mesma marca entre simpatizantes das duas correntes antagônicas: 69% dos lulistas e 69% dos bolsonaristas. Em contrapartida, no grupo dos eleitores neutros, uma parcela correspondente a um terço da amostra da Quaest, 41% reportam fixar o voto com margem a