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Após divulgar jogos de azar, Thais Carla vira alvo de investigação; entenda
De acordo com as constatações técnicas, a dançarina realizou ações publicitárias para dois sites do segmento
13/08/2026 11h13
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
Reprodução: Redes Sociais

A coluna Fábia Oliveira apurou com exclusividade que a influenciadora Thais Carla passou a ser investigada pelas autoridades policiais em razão da divulgação de casas de apostas em seus perfis virtuais. A apuração teve seu ponto de partida na Bahia, motivada por uma representação formal apresentada em 2024 que desencadeou a instauração de um inquérito focado em verificar possíveis ilícitos relacionados à exploração de jogos ilegais e fraude iludindo terceiros.

Foi verificado pelo Metrópoles que a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) concluiu as investigações e assinou o Relatório Final em 26 de junho. De acordo com as constatações técnicas, a dançarina realizou ações publicitárias para dois sites do segmento. O primeiro deles possui respaldo legal e autorização dos órgãos competentes para operar. Já o segundo foi promovido pela criadora de conteúdo em um período anterior à vigência da Portaria responsável por fixar diretrizes e limitações administrativas sobre a propaganda de apostas virtuais.

Em razão da regularização estatal referente aos serviços prestados pelas empresas, a DRCC concluiu que as campanhas veiculadas por Thais não possuem caráter ilícito ou infrator. Além disso, a unidade especializada ressaltou que não identificou condutas promovidas pela artista que caracterizassem a prática de estelionato.

Posicionamento da Justiça e do Ministério Público

Com o encerramento do parecer policial, o procedimento foi encaminhado para avaliação do Ministério Público do Estado da Bahia(MP-BA). A promotora responsável, Lolita Macedo Lessa, sustentou a falta de jurisdição do órgão local para dar andamento ao processo e solicitou a transferência do feito para uma Vara Criminal em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.

Essa “mudança” fundamentou-se em norma jurídica que estabelece que, na impossibilidade de identificar o lugar exato da ocorrência do fato, o foro competente para condução do processo passa a ser definido com base na residência do investigado.

Próximas etapas do processo

A partir da decisão da magistrada em acatar o parecer do MPBA, o dossiê foi remetido nesta última terça-feira (11) ao Judiciário do Estado do Rio de Janeiro. A previsão é de que a distribuição ocorra para o foro competente em Nova Iguaçu, onde o magistrado analisará se detém a devida competência jurisdicional. Na sequência, caberá aos promotores fluminenses avaliar a situação, podendo solicitar novas apurações ou propor a extinção definitiva do inquérito.

Vale destacar que as conclusões positivas da DRCC em benefício da famosa devem ter papel determinante no desfecho da apuração, sendo a homologação e o arquivamento do feito o rumo mais provável para o caso.