A candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República passou a enfrentar um obstáculo na reta final do prazo para registro. Escolhido pelo PL para disputar o Planalto, o senador apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao partido Missão, situação que impediu temporariamente o avanço do registro pelo Partido Liberal.
A equipe de Flávio afirma que a filiação ao Missão não foi realizada pelo senador e classifica o episódio como fraude. A assessoria informou que já acionou a Justiça Eleitoral para tentar restabelecer o vínculo do parlamentar com o PL. O próprio Missão também diz ter sido vítima de uma tentativa de fraude e afirma que comunicou o gabinete do senador sobre a situação no início de agosto.
O Tribunal Superior Eleitoral determinou a apuração do caso. Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira, a Corte descartou inicialmente a possibilidade de uma invasão hacker no sistema e apontou que a filiação foi registrada a partir do uso de credenciais legítimas do partido. A situação ocorre justamente na reta final do prazo para o registro das candidaturas e aumenta a pressão sobre a campanha de Flávio para regularizar sua situação eleitoral antes do início oficial da propaganda.
Outro episódio envolvendo informações cadastrais do senador também ganhou repercussão. Sites oficiais do Senado e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro divulgaram que Flávio teria concluído uma pós graduação em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A universidade, porém, informou que não encontrou registro do senador como aluno do curso. Diante da inconsistência, a equipe de Flávio afirmou que a informação foi publicada por engano e solicitou a correção dos dados nos canais oficiais.