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Plano de Flávio Bolsonaro propõe restringir atletas trans e ampliar escolas cívico-militares
Plano de governo do senador também prevê combate à chamada doutrinação político-partidária, mudanças no STF e medidas contra o que classifica como censura
13/08/2026 21h34
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução/Agência Pública

O plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresenta propostas conservadoras para áreas como esporte, educação e cultura. O documento, intitulado “Para o Brasil Vencer o Atraso”, deverá ser protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) junto ao registro da candidatura do senador à Presidência da República. As informações são do portal Metrópoles.

Na área esportiva, o programa defende que categorias femininas sejam disputadas exclusivamente por atletas do sexo feminino. Embora não utilize diretamente os termos “trans” ou “transgênero”, o texto afirma que pessoas que não nasceram do sexo feminino manteriam vantagens físicas mesmo após tratamento hormonal. Na prática, a proposta restringiria a participação de mulheres trans em competições femininas.

Na educação, Flávio promete ampliar as escolas cívico-militares e defende uma formação “livre de doutrinação político-partidária”. O documento também afirma que os professores devem ser preparados para ensinar, e não para “militar em sala de aula”, sem especificar quais conteúdos ou comportamentos seriam enquadrados dessa maneira.

O plano ainda apresenta o “respeito à vida desde a concepção” como um valor considerado inegociável, sinalizando uma posição contrária ao aborto. Na cultura, o programa propõe mudanças nas leis de incentivo e promete impedir que recursos sejam utilizados, segundo sua avaliação, para submeter a produção artística a “agendas políticas”.

Entre as propostas institucionais, o senador defende o chamado “Tesouraço na Censura”, com a promessa de acabar com estruturas estatais que, segundo o documento, atuem para “vigiar, rotular ou punir” manifestações. O plano também prevê limitar decisões individuais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e restringir o alcance de determinadas ações apresentadas à Corte.