Em uma entrevista exclusiva concedida ao jornalista Andrei Lara, da coluna no jornal O Dia, Mara Maravilha passou a limpo seus quase 50 anos de carreira, abordando tópicos que vão desde sua infância na Bahia até seus projetos atuais no mercado imobiliário e na televisão. No entanto, o ponto alto da conversa esteve nas declarações incisivas da artista sobre polêmicas recentes envolvendo nomes como Xuxa Meneghel e Luiza Brunet.
Sem rodeios e reafirmando sua posição, Mara comentou a deterioração da relação com a ex-apresentadora da TV Globo. Ao abordar as críticas que recebeu ao satirizar e comentar o figurino usado por Xuxa em um evento, a cantora desabafou sobre a mágoa e a indignação que sente diante da postura da antiga amiga. Ao refletir sobre o distanciamento e as alfinetadas públicas, Mara disparou: “Pode até ser rainha no Brasil, mas não é Deus.”
A apresentadora fez questão de ressaltar que não aceita ser rotulada como alguém que busca holofotes às custas dos outros, rebatendo os comentários feitos pela "Rainha dos Baixinhos":
“Em nenhum momento. Eu não. Ela falou que eu só quero me aparecer. Eu não quero me aparecer. Eu me revoltei, eu tive uma revolta, uma indignação. Você perguntou se eu tenho mágoa. Eu falei: ‘Não, eu tenho indignação’. Fico indignada. Como pode uma pessoa que me mandava um monte de presentes, mandava roupa, que quebrava o protocolo de levar uma artista de outra emissora ao programa dela? Como pode?”.
Ainda no embate com Xuxa, Mara mencionou a recusa em se calar diante do que considera ataques velados ou diretos dirigidos a ela e à sua trajetória profissional: “E agora esquecer que, além de ser Mara Maravilha, eu sou um ser humano? Ela pode pensar que é Deus, mas ela não é. Tem gente que pensa, tem gente que tem certeza. Ela não é Deus. É sobre isso”.
Outro ponto abordado pelo jornalista Andrei Lara, na entrevista ao O Dia, foi o recente atrito de Mara com Luiza Brunet, deflagrado após a ex-modelo criticar postagens da cantora na internet. Mara explicou que sua reação inicial ocorreu sem o pleno conhecimento do histórico pessoal da ativista, mas destacou que não partiu dela a provocação inicial.
Ao recordar a controvérsia, Mara deixou clara sua postura em relação ao episódio: “Eu sinto muito pelo que ela sofreu. Ela foi a primeira que entrou nessa guerra falando sobre a minha pessoa. Ela teve uma ação, e o que veio depois da minha parte foi reação”.
A artista fez questão de frisar que a admiração que nutria por Luiza foi abalada pelo desrespeito que sentiu ao ser atacada publicamente: “Eu não sabia, naquele momento, de fato, tudo o que ela tinha sofrido. Quando a minha assessoria veio e me explicou, eu fui ver. E realmente aconteceu. Eu vi as fotos e me coloquei, como mulher, no lugar dela. Nunca apoiei nenhum tipo de agressão contra mulher. Não é porque ela é famosa. Muitas mulheres que não são famosas também têm o respaldo da lei. Eu sinto como mulher. Sinto mesmo. Espero, de verdade, que a Justiça seja feita em relação ao que ela reivindica”.
Ao longo do bate-papo com O Dia, Mara reitera que está focada na família, no seu programa na Rede Gospel, no desenvolvimento de seu documentário e em medidas judiciais contra ataques de haters e vazamento de dados pessoais, deixando claro que não pretende recuar diante de nenhuma polêmica.