O influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, terá uma nova oportunidade de tentar deixar a prisão. Um habeas corpus apresentado pela defesa será analisado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) no dia 17 de agosto, às 14h, na Avenida Paulista, em São Paulo. A defesa é conduzida pelo advogado Malavasi.
Buzeira está preso preventivamente desde 14 de outubro de 2025, quando foi alvo da Operação Narco Bet, da Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema envolvendo lavagem de dinheiro, organização criminosa, apostas eletrônicas, rifas e criptomoedas, além de possíveis conexões financeiras com o tráfico internacional de drogas.
O caso ganhou novos desdobramentos em junho deste ano, quando o Ministério Público Federal denunciou o influenciador pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia também menciona investigações sobre rifas clandestinas, fraudes na internet, jogos de azar e apostas eletrônicas. Buzeira, contudo, ainda não foi condenado definitivamente pelas acusações.
A defesa já tentou derrubar a prisão em outras instâncias. Em junho, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva por unanimidade. Antes disso, o próprio TRF-3 havia negado outro habeas corpus apresentado pelos advogados do influenciador.
As investigações também analisam a movimentação financeira de empresas e pessoas ligadas a Buzeira, além do patrimônio exibido por ele nas redes sociais. O influenciador ficou conhecido pelas rifas e sorteios online e pela exposição de carros, relógios, joias e outros bens de alto valor. Durante o cumprimento das medidas da operação, em outubro de 2025, imagens também mostraram Buzeira pegando uma arma em sua residência. Segundo sua versão, ele teria acreditado que o imóvel estava sendo invadido.
Agora, o novo julgamento no TRF-3 poderá definir se Buzeira continuará preso ou se terá a prisão substituída por outras medidas cautelares. Até o momento, ele permanece em prisão preventiva e, portanto, as acusações apresentadas pelo Ministério Público ainda estão sujeitas ao devido processo legal e não representam uma condenação definitiva.