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Deborah Secco revela agressões e abusos em antigos relacionamentos: “Trancada para não comer”
Atriz relembrou episódios de violência física, verbal e psicológica e contou como experiências da infância influenciaram suas escolhas afetivas ao longo da vida
14/08/2026 15h49
Por: Mateus Pereira
Foto: Reprodução/O Globo

Aos 46 anos, Deborah Secco decidiu falar abertamente sobre experiências dolorosas que viveu em antigos relacionamentos. Durante participação no videocast Conversa Vai, Conversa Vem, do jornal O Globo, a atriz revelou ter enfrentado situações de violência física, verbal e psicológica, além de relações marcadas por manipulação e dependência emocional.

Entre os relatos, Deborah contou que chegou a ser impedida de sair de casa e até de se alimentar por determinação de um antigo companheiro. Segundo ela, o controle sobre seu corpo e sua rotina era apresentado como uma forma de evitar que engordasse. “Já fui trancada para não poder comer. [Ele disse] ‘Não vai comer isso senão vai ficar gorda’”, recordou.

A atriz explicou que, naquele período, sua fragilidade emocional fazia com que não conseguisse identificar a gravidade do que estava vivendo. Deborah afirmou ter passado por relacionamentos tóxicos e abusivos, nos quais era submetida a diferentes formas de controle. “Relacionamentos tóxicos, abusivos, aquela coisa de aprisionamento, de a pessoa te manipular a ponto de se sentir dependente dela. Coisas muito graves, agressões físicas, verbais”, desabafou.

Ao refletir sobre a repetição desses padrões, a artista relacionou suas escolhas afetivas à ausência do pai durante sua infância. Deborah afirmou que passou boa parte da vida tentando encontrar, nos companheiros, a figura paterna que sentia ter perdido. “Passei anos da minha vida em busca desse pai que me escolhesse e escolhia ‘pais’ que não me escolhiam”, declarou.

Hoje, a atriz diz encontrar uma espécie de reparação ao observar a relação da filha, Maria Flor, com Hugo Moura, seu ex-marido. Para Deborah, a maneira como o ator exerce a paternidade ajuda a ressignificar suas próprias experiências. “A paternidade do Hugo me cura, porque tive um pai que não esteve comigo”, afirmou.

Ao falar sobre o futuro da filha, Deborah destacou o desejo de que Maria Flor cresça entendendo a importância de relações baseadas em carinho, respeito e presença. “É bom saber que minha filha vai crescer sabendo o tipo de pessoa que tem que escolher: quem brigue por ela, quem escolha por ela, quem a ame enlouquecidamente, gaste tempo e atenção com ela”, concluiu.