Em tom crítico, o postulante à chefia do Executivo nacional pelo partido Missão, Renan Santos, contestou a inscrição da postulação de Pablo Marçal (PRTB) na corrida presidencial de 2026, além de pôr em xeque o plano eleitoral do influenciador. Na avaliação de Renan, faz pouco sentido o empresário disputar o cargo máximo do país ao mesmo tempo em que se dedica a articular a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que do mesmo modo almeja o Planalto.
“Ele é um personagem folclórico da política brasileira. Era até esperado que ele fosse aparecer agora e fazer algum tipo de bagunça. E eu acho que esse tipo de coisa é para beneficiar o Flávio”, afirmou. Renan Santos também mencionou a atuação de Marçal na comunicação de Flávio. “Ele estava trabalhando com o Flávio Bolsonaro, era um consultor de marketing do Flávio. Então, não imagino nada muito diferente disso”, disse.
O endosso público de Marçal ao parlamentar fluminense ocorreu no fim de 2025. No início deste ano, o empresário buscou costurar o alinhamento do União Brasil, legenda na qual mantinha filiação, com o projeto político do senador. No mês seguinte, ambos produziram materiais para plataformas digitais focados no plano publicitário da pré-campanha social-liberal.
Embora tenha disputado o comando da capital paulista na eleição municipal passada e enfrentado restrições da Justiça Eleitoral sobre sua elegibilidade, o empresário obteve provimento liminar permitindo sua entrada extemporânea no Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) e formalizou o pedido de disputa pela Presidência em meados de agosto, requerimento que passará pela apreciação dos tribunais eleitorais.