A assessoria jurídica de MC Livinho emitiu uma manifestação oficial depois que o intérprete passou a figurar como réu em um processo motivado por um incidente com sua motocicleta em uma academia paulistana. Em posicionamento encaminhado à coluna Fábia Oliveira, o advogado, José Estevam Macedo Lima, sustentou que, no estágio atual, inexistem indícios aptos a imputar culpa ao músico. O defensor pontuou ainda que a moto do artista se encontrava posicionado em espaço regulamentado, solicitando moderação antes da consolidação de qualquer juízo de valor.
“A defesa de MC Livinho, representada pelo advogado Dr. José Estevam Macedo Lima, esclarece que a motoneta utilizada pelo artista estava regularmente estacionada nas dependências da academia, em vaga destinada a esse tipo de veículo”, dizia o texto.
O representante sinalizou também confiar em uma avaliação técnica do acervo probatório para delinear com precisão a dinâmica do evento.
“Até o presente momento, não há qualquer elemento que permita atribuir ao artista responsabilidade pelo episódio em apuração. A defesa confia que a análise adequada dos fatos e das provas esclarecerá as circunstâncias do ocorrido e demonstrará que MC Livinho não contribuiu para o evento relatado”.
O corpo jurídico do cantor solicitou também que a controvérsia não resulte em linchamento virtual antes do encerramento das verificações necessárias.
“É fundamental que qualquer manifestação pública sobre o caso respeite o andamento das apurações e evite conclusões antecipadas, especialmente enquanto não houver esclarecimento definitivo sobre os fatos”.
Por fim, os advogados ressaltaram que poderão acionar os meios legais cabíveis caso sejam veiculadas narrativas que considerem inverídicas ou distorcidas.
“A defesa repudia a divulgação de informações sem a devida contextualização, bem como qualquer tentativa de transformar uma situação ainda em apuração em julgamento público ou imputação antecipada de responsabilidade. Por fim, reafirma seu compromisso com a verdade, com o devido processo legal e com a preservação da honra e da imagem de seu cliente. Eventuais informações falsas, excessos ou imputações indevidas poderão resultar na adoção das medidas jurídicas cabíveis”.
A disputa judicial teve início por iniciativa de Ronet dos Santos Silva e Gustavo Henrique Silva em meados de agosto. De acordo com as alegações, em junho, Gustavo dirigiu um veículo pertencente a Ronet até o estacionamento do centro esportivo na capital. O processo narra que a motocicleta utilizada por Livinho teria tombado e atingido a lataria do carro, resultando em danos materiais. Os requerentes argumentam que colaboradores da academia verificaram que o veículo duas rodas teria “escapado” por ter sido deixado sem engate, o que classificaram como um ato de “flagrante imprudência”.
A dupla afirmou que, embora tenha havido fornecimento de dados para contato e compartilhamento das filmagens de segurança, não se alcançou um entendimento amigável quanto ao custo do conserto. A petição inclui, além do cantor, a unidade Panobianco Tremembé e a empresa Diamond Publisher, descrita como titular da moto.
Os promoventes pleiteiam que as três partes respondam de forma conjunta pelo ressarcimento dos prejuízos patrimoniais e imateriais, totalizando um montante de R$ 5,7 mil.