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Lula defende projeto nuclear no Brasil: “Importante pra nossa soberania”
Presidente afirmou que o domínio da tecnologia pode ampliar a capacidade de defesa, gerar empregos qualificados e fortalecer o desenvolvimento tecnológico do país
19/08/2026 20h40
Por: Mateus Pereira
Imagem: fotospublicas.com

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quarta-feira (19), a importância de o Brasil desenvolver um submarino com propulsão nuclear. A declaração ocorreu durante uma visita de autoridades ao Centro Industrial Nuclear de Aramar (Cina), em Iperó (SP), responsável pela montagem do reator.

“Quando vamos discutir orçamento, possivelmente um submarino nuclear não entra agenda de disputa como prioridade. Tem outras coisas, educação, saúde, habitação, um monte de coisa na prioridade do povo. Isso [submarino] tem que ser tratado como uma coisa especial, não pode estar na nossa caderneta de dívida da padaria”, declarou Lula.

Na sequência, o presidente destacou os possíveis impactos tecnológicos e econômicos do projeto. “O submarino é importante pro Brasil, é importante pra nossa soberania, pro nosso desenvolvimento tecnológico, pra gerar emprego qualificado pra meninos e meninas que estudaram e se formaram”, acrescentou.

Lula também defendeu que o Brasil possa enriquecer urânio para fins pacíficos e ampliar a atuação de profissionais especializados em áreas como engenharia. Segundo o presidente, o país precisa criar oportunidades para evitar que trabalhadores qualificados busquem empregos no exterior.

O petista ainda relacionou o desenvolvimento do submarino à defesa nacional e à soberania brasileira. “Não é pouca coisa. A gente não tem soberania nacional porque faz discurso. Adversário, às vezes, nem escuta. A gente tem que estar preparado, que a gente vai ter força pra dizer não e dizer, ‘vamos competir’. O que a gente não pode ser é país desse tamanho de cabeça baixa a vida inteira.”

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou que a embarcação representa um “instrumento de dissuasão” e uma ferramenta para proteger o litoral brasileiro diante do cenário de tensões geopolíticas. O comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, também destacou a complexidade do contexto internacional para o desenvolvimento do programa.