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Irã reage a Trump e classifica novas ameaças dos EUA como “terrorismo econômico”
Governo iraniano acusa Washington de cometer “crimes contra a humanidade” com sanções econômicas e afirma que a estratégia já foi testada e fracassou
20/08/2026 20h05
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Imagem: fotospublicas.com

O governo do Irã reagiu às recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e classificou a nova ofensiva econômica anunciada pelo republicano como “terrorismo econômico” e “crimes contra a humanidade”. A declaração foi divulgada nesta quinta-feira (20) pelo chanceler iraniano, Abbas Araghchi, em comunicado repercutido pela imprensa estatal do país.

“Não há dúvida de que as sanções econômicas dos EUA contra o Irã, que visam os direitos humanos fundamentais de todos os cidadãos iranianos, constituem terrorismo econômico e crimes contra a humanidade, e aqueles que ordenam e implementam essas sanções merecem ser julgados e punidos por cometerem crimes tão hediondos”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã.

Apesar da reação, o governo iraniano indicou que não vê as possíveis novas medidas como uma novidade na relação com Washington. Para Teerã, as sanções representam a continuidade de uma política de pressão econômica que já foi utilizada anteriormente e, segundo a avaliação iraniana, não alcançou os resultados esperados.

Novas sanções

Na quarta-feira (19/8), Trump anunciou uma “guerra econômica” contra o Irã em uma publicação na rede social Truth. O presidente dos Estados Unidos afirmou que pretende promover a “operação econômica mais devastadora já realizada contra qualquer país”.

O republicano relacionou a ameaça à falta de um acordo entre os dois países. Estados Unidos e Irã haviam interrompido as negociações de paz no início do último mês, após a retomada das hostilidades no Oriente Médio.

Sem uma vitória no campo militar, Trump passou a defender um aumento da pressão econômica sobre Teerã, que enfrenta sanções norte-americanas desde o fim da década de 1970. Até o momento, porém, Washington não anunciou oficialmente novas medidas de retaliação econômica contra o país.