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Irmã de Deolane desabafa após pedido de manutenção da prisão: “Os fatos e as provas falam”
Diante da posição do órgão ministerial, Daniele Bezerra, advogada e irmã da criadora de conteúdo, usou as redes sociais na noite de quinta-feira (20) para expressar sua indignação e rebater os pontos levantados pelos investigadores
21/08/2026 11h44 Atualizada há 5 dias
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Redes Sociais

A permanência de Deolane Bezerra no sistema prisional ganhou novos capítulos após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) se manifestar favoravelmente à manutenção da sua prisão cautelar, no âmbito das apurações da Operação Vérnix, iniciada em maio. Diante da posição do órgão ministerial, Daniele Bezerra, advogada e irmã da criadora de conteúdo, usou as redes sociais na noite de quinta-feira (20) para expressar sua indignação e rebater os pontos levantados pelos investigadores.

Em seu pronunciamento, Daniele enfatizou os impactos emocionais e a pressão ostensiva sofrida por seus parentes desde o início das apurações: “Desde 2022, convivemos com investigações sucessivas, medidas invasivas e exposição pública. Três equipes policiais diferentes já investigaram, prenderam, apreenderam e concederam inúmeras entrevistas. Até a minha mãe já foi presa”, declarou ao relembrar o histórico de ações contra o núcleo familiar.

A defensora publicou uma nota de desabafo refutando veementemente as alegações de ligação com atos ilícitos:

“Deolane nunca teve 35 empresas. Deolane nunca se casou em uma penitenciária. Deolane nunca integrou organização criminosa. Eu sei que, por ser irmã e advogada dela, muitos vão dizer que minha palavra não basta. Por isso, esperamos que os fatos e as provas falem. Mas, quando tudo isso estiver esclarecido, quem devolverá à minha família o que estamos vivendo? Quem devolverá as noites sem dormir, o medo, a agonia e a nossa paz? Desde 2022, convivemos com investigações sucessivas, medidas invasivas e exposição pública. Três equipes policiais diferentes já investigaram, prenderam, apreenderam e concederam inúmeras entrevistas. Até a minha mãe já foi presa.
E, antes mesmo de qualquer condenação definitiva, fomos julgadas publicamente, transformadas em motivo de chacota e carimbadas como criminosas. Nós nos sentimos perseguidas, sim. E continuaremos nos defendendo dentro da lei, apresentando documentos, provas e respostas a cada acusação.
Porque um processo pode terminar. Uma investigação pode ser arquivada. Uma inocência pode ser reconhecida. Mas ninguém devolve o tempo vivido com medo. Ninguém devolve a paz que foi arrancada de uma família”.

Posicionamento do Ministério Público

O requerimento da promotoria paulista para manter a advogada presa abarca também parentes de Marco Willians Herbas Camacho, apontado como liderança do PCC. Deflagrada em maio de 2026, a Operação Vérnix busca desarticular um suposto esquema de lavagem de dinheiro oriundo do crime organizado. A manifestação do MPSP antecede a reapreciação obrigatória do decreto prisional pela Justiça nesta sexta-feira (21), conforme estipulado pela revisão periódica de 90 dias prevista na legislação penal.

Conforme os relatórios apresentados pelo Gaeco, a estrutura sob investigação subdivide-se em três eixos: o "decisório" (liderado por Marcola e Alejandro), o "operacional" (sob responsabilidade de Everton e Paloma) e o "financeiro" (atribuído a Deolane e Leonardo).

Nas alegações constantes nos autos, os promotores sustentam que “Deolane atuava como a principal integrante do núcleo financeiro, verdadeiro caixa da organização criminosa, praticando atos de ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita por meio de contas vinculadas a ela ou suas empresas, além da conversão de tais valores em bens de elevado valor econômico”. A acusação ressaltou ainda que solicitações anteriores de liberdade impetradas pela defesa já foram indeferidas pelas instâncias judiciais.