O ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes já recebeu um pagamento à vista referente ao processo que venceu contra a Editora Record por uso indevido de sua imagem na capa de um livro. Em 2024, o ex-atleta assinou uma escritura pública para ceder integralmente o direito ao crédito judicial à empresa PBL Compras de Créditos Judiciais.
Com a negociação, Bruno recebeu antecipadamente um valor, enquanto a empresa passou a ter a titularidade da execução para receber os R$ 105 mil que foram depositados judicialmente pela editora. A PBL, procurada pelo Metrópoles, não informou quanto foi pago ao ex-goleiro, alegando que a informação é sigilosa.
Apesar da cessão do crédito, Bruno continua aparecendo formalmente como parte no processo. Por isso, o dinheiro depositado judicialmente acabou entrando na disputa envolvendo Bruninho Samudio, filho do ex-jogador, que cobra na Justiça valores referentes a pensões alimentícias atrasadas.
A 14ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro suspendeu temporariamente a transferência do dinheiro para o processo de pensão. A decisão foi tomada pelo desembargador Luiz Eduardo Cavalcanti em 13 de agosto.
Antes disso, a 31ª Vara Cível da Capital havia determinado que o valor fosse encaminhado à 4ª Vara de Família do Méier, responsável pela ação de execução de pensão movida por Bruninho. Na decisão anterior, o entendimento foi de que o pagamento das dívidas alimentares deveria ter prioridade sobre a negociação do crédito com uma empresa privada.
Agora, o repasse dos R$ 105 mil para a ação de alimentos está suspenso até que o recurso envolvendo a cessão do crédito seja analisado definitivamente pela câmara cível. A disputa, portanto, ainda não chegou a uma definição final sobre o destino da quantia depositada pela Editora Record.