O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou, nesta sexta-feira (21), as políticas do governo Lula (PT) voltadas à mobilidade social. Durante uma agenda no Mercadão, em São Paulo, o presidenciável classificou o cenário como um “colapso completo”.
Segundo Caiado, o governo petista costuma afirmar que trabalha para ampliar a mobilidade social no país, mas os resultados não corresponderiam a esse objetivo. “O que é que o governo do PT sempre diz? Que estará trabalhando para fazer com que haja uma mobilidade social. Sabe qual foi a mobilidade social? 2,9% dos filhos dos pobres chegam a renda média alta. Isso não é mobilidade. Isso é um colapso completo”, afirmou.
Os dados citados por Caiado, porém, divergem das informações apresentadas pelo Atlas da Mobilidade Social. Segundo o levantamento, 8,32% dos filhos de famílias de classe baixa chegam à vida adulta entre os 25% mais ricos do país, enquanto 1,8% alcançam os 10% mais ricos.
Ainda durante a agenda, Caiado também criticou a atuação do governo federal ao afirmar que, em sua avaliação, o cenário representaria um “atestado de incompetência” após anos de políticas voltadas à população. Apesar das críticas, o candidato declarou nesta semana que pretende manter o Bolsa Família caso seja eleito.
“Isso não é política de candidato à Presidência da República, é política de Estado. Ele será eternamente mantido para as pessoas que têm a condição de pobreza e extrema pobreza”, afirmou Caiado em um evento realizado em Brasília.
O presidenciável também voltou a falar sobre o primeiro debate entre candidatos à Presidência, marcado para domingo (23). Caiado criticou Lula e Flávio Bolsonaro (PL) pela possibilidade de ausência dos dois e defendeu que a participação nos debates deveria ser obrigatória.
“Da mesma maneira que o voto é obrigatório, a presença também deveria ser obrigatória. É inaceitável as pessoas se colocarem na condição de fujão no momento em que o país passa pela mais grave crise da economia brasileira”, declarou.