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EUA não vão se envolver nas eleições no Brasil, afirma Trump ao Lula
A chamada telefônica foi efetuada pelo governante brasileiro a partir da residência oficial do Palácio da Alvorada
24/08/2026 12h25
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
Reprodução: Ricardo Stuckert/PR

O panorama político para as eleições gerais no Brasil figurou entre os assuntos debatidos por telefone entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na última sexta-feira (21). Conforme relatos sigilosos de integrantes do Palácio do Planalto obtidos pela coluna Igor Gadelha, o chefe de Estado norte-americano indagou sobre a conjuntura eleitoral brasileira. Em resposta, o líder nacional destacou a diversidade de postulantes e garantiu que o mecanismo de votação do país é “muito confiável”.

O trecho mais marcante do diálogo deu-se quando Trump assegurou que os EUA não vão se interferir no pleito nacional, uma declaração atestada por duas fontes do Executivo, sendo que uma delas esteve presente durante o telefonema.

A chamada telefônica foi efetuada pelo governante brasileiro a partir da residência oficial do Palácio da Alvorada. Durante o bate-papo, Lula descontraiu ao apontar a afinidade entre ambos, destacando que a relação dispensava interlocutores diretos. O presidente esteve ladeado por quatro assessores estratégicos: o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; o secretário de imprensa, Laércio Portela; o assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim; e o diplomata Audo Faleiro.

A iniciativa da comunicação partiu de Brasília com o intuito de abordar a taxação sobre itens nacionais, o enfrentamento ao crime transnacional e a geopolítica global. Na visão da diplomacia brasileira, o diálogo de uma hora e vinte minutos "reabriu o contato de alto nível" entre as lideranças. Auxiliares negam que o objetivo fosse responder a críticas recentes vindas do Departamento de Estado americano, ressaltando que a movimentação visava debater as tensões globais. Anteriormente, o líder brasileiro já havia mantido interlocução com Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia, membros do Conselho de Segurança da ONU.