Notícias Entenda o caso
Valor bloqueado para pensão de filho de ex-goleiro Bruno surpreende
A determinação foi proferida pelo magistrado Luiz Eduardo Cavalcanti em 13 de agosto, em despacho obtido com exclusividade pelo portal Metrópoles
25/08/2026 10h34
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
Reprodução: Redes Sociais

Uma quantia de R$ 105 mil, originada de uma ação de reparação por uso não autorizado de imagem vencida pelo ex-goleiro Bruno Fernandes contra a Editora Record, encontra-se retida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). O impedimento decorre de um litígio travado com a companhia PBL Compras de Créditos Judiciais.

A determinação foi proferida pelo magistrado Luiz Eduardo Cavalcanti em 13 de agosto, em despacho obtido com exclusividade pelo portal Metrópoles. O montante havia sido depositado pela editora em juízo para saldar a obrigação financeira com o antigo atleta. Contudo, o destino do capital virou alvo de controvérsia após o ex-jogador firmar uma escritura pública transferindo de forma integral os direitos sobre o crédito à PBL, modalidade comercial na qual o titular de um processo comercializa o direito de recebimento com um investidor para embolsar o montante de forma antecipada.

Anteriormente, a 31ª Vara Cível da Capital havia ordenado que a quantia fosse redirecionada à 4ª Vara de Família do Méier, a fim de quitar débitos de alimentos cobrados por Bruninho Samúdio. Na ocasião, o entendimento judicial priorizou o direito alimentar do filho em detrimento da transação comercial com a empresa privada. Com a nova decisão do TJRJ, o envio do dinheiro para a conta da execução de pensão fica paralisado até que a câmara cível analise definitivamente o mérito da cessão.

Resumo do imbróglio jurídico

Dinheiro retido e posicionamento das partes

Com a liminar, os valores seguem acautelados no Juízo da 31ª Vara Cível enquanto o colegiado não julgar a validade da transferência. A liberação dos honorários advocatícios dos defensores do ex-jogador foi mantida intacta e não sofreu interferências da suspensão.

Questionada pela reportagem do Metrópoles, a PBL preferiu não conceder declarações públicas, limitando sua manifestação aos autos judiciais:

“Respeitamos profundamente o trabalho da imprensa, mas preferimos manter as discussões restritas ao rito judicial”.