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Zema promete anistia aos condenados pelo 8/1 e defende voto impresso
Ao abordar a confiabilidade do processo de votação, o postulante manifestou respaldo ao equipamento tecnológico atual, embora tenha sugerido alterações estruturais
25/08/2026 11h42
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Youtube/G1

Durante entrevista concedida à Rede Globo, o candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, declarou, na segunda-feira (24), que planeja conceder perdão judicial aos indivíduos penalizados em virtude dos eventos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, caso vença o pleito. O político qualificou o rito conduzido pela Suprema Corte como tendo motivação partidária.

“Eu darei anistia ou, pelo menos, no mínimo, um tribunal que não seja político, um tribunal que seja judicial”, afirmou Zema.

Ao abordar a confiabilidade do processo de votação, o postulante manifestou respaldo ao equipamento tecnológico atual, embora tenha sugerido alterações estruturais:

“Eu sou totalmente democrata, fui eleito pela urna eletrônica, confio na urna eletrônica — que poderia ser melhorada se tivesse impresso, mas confio”, disse.

Propostas para a economia, salário mínimo e juros

No tocante às diretrizes de equilíbrio nas contas públicas, o candidato assegurou que, se chegar ao comando do Executivo federal, assegurará a reposição inflacionária do piso salarial nacional:

“Garanto que ninguém vai ter perda”, afirmou. “Se tiver inflação, nós daremos toda a inflação”.

O concorrente ao cargo máximo do país também destacou a intenção de preservar aumentos reais atrelados ao desempenho financeiro do país, colocando a queda nos índices de juros como meta central. Na visão apresentada, o estabelecimento de um governo sólido e focado na probidade administrativa viabilizaria a retração da taxa para o patamar de 6%, gerando uma economia anual estimada em R$ 800 bilhões.

Balanço fiscal e gestão estadual em Minas Gerais

Acerca do endividamento público herdado durante sua passagem pelo governo mineiro ao longo de quase oito anos, Zema responsabilizou administrações passadas pelo saldo negativo. O candidato pontuou que herdou um déficit de R$ 11 bilhões em 2019 e encerrou a gestão com superávit de R$ 5 bilhões, ressaltando a quitação de R$ 23 bilhões em obrigações previdenciárias e R$ 13 bilhões direcionados à União, sem contrair novas operações de crédito.

No campo das desestatizações, o postulante indicou que pretende transferir empresas estatais federais para a iniciativa privada. Questionado sobre a manutenção da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) sob tutela estatal estadual, o político argumentou ter alienado 118 participações e companhias mineiras durante seu mandato, incluindo ativos na Light, na Companhia Brasileira de Lítio e o processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Segundo ele, Copasa e Cemig registraram valorizações próximas a 300% devido a práticas corporativas profissionais e ao combate à corrupção:

“Eu vou fazer o mesmo no Brasil”, disse.

Diretrizes para a Previdência e imunização infantil

Em relação ao sistema previdenciário, o candidato ressaltou que não projeta alterações imediatas na idade limite para aposentadoria, condicionando eventuais modificações futuras ao comportamento demográfico, à formalização do mercado de trabalho e ao equilíbrio das contas públicas:

“A aposentadoria vai depender muito disso. Agora, o brasileiro já trabalha muito. Eu não quero o brasileiro trabalhando mais. Eu quero a renda do brasileiro aumentando”, afirmou.

Por fim, ao ser interpelado sobre imunização infantil, Zema reiterou oposição à exigência compulsória de vacinas, defendendo iniciativas educativas para incentivar a adesão voluntária:

“Eu não posso permitir que uma família, uma criança seja perseguida porque alguém não tomou a vacina”, concluiu.