O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou nesta terça-feira (25) que mantém as críticas feitas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e defendeu uma investigação sobre as contas relacionadas ao filme “Dark Horse”. A declaração aconteceu durante sabatina promovida por O Globo, CBN e Valor Econômico.
Questionado sobre uma possível mudança no tom adotado contra Flávio nos últimos meses, Zema negou ter recebido orientação do Novo para reduzir os ataques. “Não tiro nada do que eu disse. Está postado nas redes. Não mudo em nada”, declarou.
Na sequência, os entrevistadores perguntaram se o candidato defendia, no caso “Dark Horse”, o mesmo rigor nas investigações que havia cobrado ao comentar a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Zema afirmou que os valores divulgados sobre a produção levantam questionamentos.
“Precisa dar explicações a respeito. O filme, pelo que já foi dito, parece que tem valor que não é condizente com a produção. Que seja explicado. Apure tudo e prenda”, afirmou.
Apesar de defender a apuração, Zema também criticou o que chamou de “investigações tendenciosas” no país. Ao ser questionado sobre exemplos, citou um processo envolvendo o ministro Gilmar Mendes e fez referência às investigações relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. “O filho do Lula… Será que a investigação está sendo feita de maneira adequada?”, questionou.
Durante a sabatina, Zema também foi questionado sobre negócios da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) com empresas ligadas a Daniel Vorcaro. O candidato afirmou que pediu ao governador Mateus Simões que investigue o caso de forma aprofundada.
“Já pedi ao Simões que investigue a fundo. A Cemig compra energia elétrica de várias empresas. Se ele construiu dentro da lei… Que a Receita apure e puna a sonegação. […] Quero investigação a fundo com relação a tudo”, afirmou.
O assunto ganhou repercussão após a demissão de Rubens Soalheiro, então diretor comercial da Cemig Sim, em meio a suspeitas envolvendo negócios com a Green Investimentos. A empresa teve Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, como presidente, e o caso também é alvo de investigação.