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Morre aos 80 anos Dolly Parton, ícone da música country americana
Estrela da música americana teve a morte anunciada pelo sobrinho em Nashville; causa ainda não foi divulgada
25/08/2026 17h10
Por: Mateus Pereira
Foto: redes sociais

Dolly Parton morreu aos 80 anos nesta terça-feira (25), em Nashville, no Tennessee. A informação foi anunciada pelo sobrinho Brian Seaver, em um vídeo publicado nas redes sociais da cantora. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Segundo o comunicado, a própria artista havia pedido anos atrás que Brian fosse responsável por comunicar sua morte à família e ao público. “Meu nome é Brin Seaver, filho de Cassie Parton, e estou aqui hoje representando as famílias Parton e Owens para anunciar o falecimento da minha tia, Dolly Rebecca Parton Dean - irmã, ‘Sis’ e ‘Granny’ para uma geração, e ‘Gigi’ para a seguinte”, afirmou.

O sobrinho também lembrou a importância de Dolly para a família e falou sobre o peso de fazer o anúncio. “É uma honra; uma honra que se mistura a um orgulho imenso e a uma profunda tristeza. Mas a tristeza fica conosco, não com Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, certamente recebida por Carl, por seus pais e por inúmeras outras pessoas que a acompanharam e ansiavam por encontrá-la no céu”, declarou, mencionando o marido da cantora, Carl Thomas Dean, que morreu em março de 2025.

A morte aconteceu quatro dias depois de Dolly falar à People sobre o próprio estado de saúde. Na entrevista, publicada em 21 de agosto, ela afirmou que vinha enfrentando dificuldades, mas ainda tinha projetos que gostaria de realizar. A cantora havia reduzido parte de sua agenda nos últimos meses.

Ícone da música country

Nascida em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee, Dolly cresceu em uma família pobre de 12 irmãos e começou a cantar ainda criança. Antes dos 20 anos, mudou-se para Nashville, onde iniciou uma trajetória que a transformaria em um dos maiores nomes da música country.

Como compositora e cantora, deixou sucessos como “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”. Esta última, escrita por Dolly em 1973, ganhou dimensão mundial quando foi gravada por Whitney Houston para a trilha sonora de O Guarda-Costas, em 1992.

Dolly também construiu uma carreira no cinema e na televisão. Atuou em Como Eliminar Seu Chefe, ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin, além de participar de produções como Flores de Aço. Na música, conquistou 11 Grammys, incluindo o Lifetime Achievement Award, e entrou para o Rock & Roll Hall of Fame.

Vida pessoal e legado

Dolly foi casada com Carl Thomas Dean por quase 60 anos. Os dois se uniram em 1966 e permaneceram juntos até a morte dele, em 2025. O casal não teve filhos, e a cantora dedicou grande parte da vida à música, ao cinema, aos negócios e a projetos filantrópicos.

Além da carreira artística, Dolly ficou marcada por iniciativas sociais, especialmente na área da educação infantil. A Imagination Library, criada por ela, distribui livros para crianças e se tornou um dos principais legados filantrópicos da artista. Ela também ajudou a financiar pesquisas que contribuíram para o desenvolvimento da vacina contra a Covid-19.

 
 
 
 
 
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