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Renan Santos defende bomba atômica e descumprimento de decisões 'ilícitas' do STF
Ao discutir os limites entre os Poderes, Renan pontuou que não advoga por uma rebeldia generalizada contra a Suprema Corte, mas sustentou que autoridades e cidadãos possuem a prerrogativa de recusar ordens que julguem ilícitas
27/08/2026 11h57
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Globo/ Manoella Mello

Durante sabatina concedida aos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, da Rede Globo, o postulante do movimento Missão à Presidência da República, Renan Santos, apresentou propostas contundentes. Entre os tópicos abordados estiveram a autonomia geopolítica por meio de armamento atômico, a revisão de ordens judiciais e reformulações na economia e segurança pública.

Ao discutir os limites entre os Poderes, Renan pontuou que não advoga por uma rebeldia generalizada contra a Suprema Corte, mas sustentou que autoridades e cidadãos possuem a prerrogativa de recusar ordens que julguem ilícitas:

“Qualquer cidadão, diante de uma decisão ilegal, pode não cumprir. Na verdade, ele tem um dever de não cumprir”.

O candidato argumentou que o cumprimento de determinações judiciais deve ser evitado caso coloque indivíduos em situação de risco iminente.

Economia e Previdência

No setor fiscal, o político projetou que o país precisará enfrentar uma nova reestruturação previdenciária a curto prazo para afastar o risco de colapso nas contas estatais:

“Vamos precisar fazer outra reforma da Previdência. Vai quebrar em três anos, você não tem aposentadoria”.

Além disso, o plano de governo prevê cortes de despesas correntes, forte injeção de recursos em infraestrutura e o compromisso de não firmar promessas financeiramente insustentáveis.

Soberania e Armas Nucleares

Um dos pontos de maior destaque na sabatina foi a defesa da inserção do Brasil no rol de nações com capacidade de defesa nuclear, visando equiparar o país às potências globais:

“Se o Brasil quiser ser uma das cinco maiores nações do mundo, que se presta a sentar na mesa com Estados Unidos, Índia, Rússia e China, ele vai precisar ter soberania”.

Apesar de admitir que a viabilização técnica levaria mais de uma década, Renan defendeu a saída do país do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, citando o exemplo norte-coreano, e ressaltou:

“Se a gente quiser ser uma nação séria e respeitada nos próximos 30 anos, nós precisamos ter armas nucleares”.

Segurança Pública e Política Externa

Na área de segurança, o candidato propôs a construção de dez grandes presídios federais com capacidade para dezenas de milhares de detentos cada, totalizando um investimento estimado em R$ 6 bilhões, além de alterações na legislação penal inspiradas no modelo de Nayib Bukele, em El Salvador.

No âmbito internacional, ele desaprovou a diplomacia do atual governo perante o cenário global: “O Brasil, hoje, é um vassalo da China, de acordo com a ação política do Lula, no cenário global”.

Por fim, alertou que o cenário geopolítico mundial se transformou drasticamente: “O mundo vai mudar muito, o mundo vai se reconfigurar” e acrescentou que “a ordem mundial pacífica acabou”.