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Zema recua em reforma da Previdência por avaliar que sociedade “não está madura”
Coordenador de campanha explicou que candidato passou a defender primeiro um conselho para analisar os dados antes de propor mudanças no sistema
27/08/2026 16h18 Atualizada há 3 horas
Por: Mateus Pereira Fonte: SBT News
Foto: Reprodução/SBT News

Em entrevista recente ao SBT News, o coordenador do plano econômico de Romeu Zema (Novo), Carlos da Costa, afirmou que o candidato recuou em propostas para uma reforma da Previdência após avaliar que a sociedade brasileira ainda não está preparada para discutir mudanças mais profundas no sistema.

De acordo com Costa, Zema parte inicialmente de uma análise técnica, mas pode rever suas posições diante da reação da população. “Às vezes o governador Romeu Zema muda de opinião. Muda de opinião por quê? Porque ele primeiro tem uma visão mais técnica, ele sempre começa com uma visão técnica, e ele é sensível àquilo que a população fala”, afirmou.

A mudança de discurso envolve propostas relacionadas à idade mínima para aposentadoria e ao tempo de contribuição. Em vez de promover alterações imediatas, a equipe passou a defender como primeiro passo a criação de um conselho tripartite, reunindo trabalhadores, empregadores e governo.

A gente vai primeiro fortalecer o ambiente institucional da Previdência criando este conselho e deixando os dados absolutamente transparentes, com simulações bem-feitas”, explicou Costa.

O economista afirmou que Zema concluiu que o debate ainda precisa amadurecer antes de uma eventual reforma. “Ele percebeu que a discussão da Previdência não tá madura. E é verdade, não tá madura mesmo”, disse.

Costa também argumentou que parte da população não conhece o impacto do déficit previdenciário nas contas públicas nem os efeitos do envelhecimento populacional. “A sociedade não sabe que paga R$ 400 bilhões para o déficit da Previdência. Ela não sabe, por exemplo, qual vai ser o impacto do envelhecimento populacional daqui a 1, 2, 3, 5 anos”, afirmou.

A proposta, segundo o coordenador, seria utilizar o conselho como instrumento para ampliar o debate e permitir que a sociedade participe da discussão antes da definição de parâmetros como idade mínima, tempo de contribuição e vinculação dos benefícios ao salário mínimo. “O conselho é uma maneira de a população amadurecer e tomar uma escolha difícil”, declarou.